Toda as pessoas por vezes se sentem “stressadas”.
O stress poderá levar a que te sintas preocupado, tenso, triste, irritado, zangado, “sob pressão” – ou mesmo uma mistura destes sentimentos desconfortáveis.
Existem muitas situações normais em uma pessoa pode sentir stress, por exemplo quando o trabalho da escola parece estar a acumular-se ou em alturas de testes. Em situações em que existem problemas na escola como bullying. Quando tens problemas em casa com os pais ou irmãos. Quando te zangas com amigos… etc.
O stress pode ser ainda maior em casos de divórcio dos pais, ou quando alguém próximo de ti está doente ou morreu. Em casos de abuso físico ou sexual o stress ganha dimensões muito grandes.
Alguns efeitos do stress
O stress pode afectar-te fisicamente: o teu corpo está preparado para lidar com situações perigosas, emergências ou mesmo doenças, chama-se a isto o instinto de “fuga ou luta”. Nesta alturas hormonas como a adrenalina e o cortisol actuam para preparar o teu corpo para lidar com estas adversidades. Por exemplo, se por distracção, estiveres a atravessar uma estrada e um carro vier na tua direcção, o teu corpo vai produzir um pico de adrenalina que vai permitir que saltes para longe do perigo – trata-se do “instinto de fuga” e está presente em situações de stress agudo (de curta duração). Por outro lado o teu corpo é menos capaz de suportar situações de stress crónicas, podendo levar a sintomas de fadiga, náuseas, dificuldades de sono, dores de cabeça, etc.
O stress pode também afectar-te mentalmente: em situações de stress pode ser difícil manter a concentração no trabalho, a capacidade de lidar com as adversidades ou frustrações ou mesmo de controlar as tuas emoções é menor.
Pode levar a depressão e se este se mantiver cronicamente pode levar a exaustão extrema.
A compreensão e o suporte de outras pessoas podem facilitar a tarefa de lidar com o stress. Se tens alguém em quem confies para falar fazê-lo pode ajudar. Estar (e sentir-se) sozinho habitualmente piora a situação.
Lidar com o stress
Existem várias coisas que podes fazer para lidar com situações stressantes.
Em casos de situações que ocorrem todos os dias, pode ser util pensares no teu stress como se fosse um puzzle para ser resolvido:
- Pensa nas situações que te causam stress e como lidas com ela habitualmente.
- Pensa como poderias reagir de forma diferente perante estas situações, de modo a te sentires mais “no controlo”
- Imagina como as outras pessoas reagiriam se fizesses as coisas de forma diferente.
- Faz uma lista das coisas que tornariam a tua vida mais fácil ou com menos stress – escreve isso num pedaço de papel.
Estas pequenas coisas podem ajudar-te a organizar “as peças do puzzle”.
Quando pedir ajuda?
Por vezes o stress pode tornar-se demasiado para uma pessoa. Isto acontece especialmente quando a situação que o cria se prolonga e dura muito tempo, parecendo que os problemas se amontoam. Poderás sentir-te preso, como se não existisse saída ou solução.
Se sentires algum dos seguintes é importante pedir ajuda:
- O stress é tão grande que afecta a tua saúde física
- Sentes-te tão desesperado que pensas em abandonar a escola, fugir de casa ou magoar-te a ti mesmo
- Sentes-te em baixo, triste ou a pensar que a vida não vale a pena
- Se perdes o apetite ou o sono
- Se tiveres preocupações, sentimentos ou pensamentos que não consegues confidenciar a ninguém, por sentires que ninguém te compreende ou que são “estranhos”
- Se o stress te leva a ouvir vozes ou a te comportar de maneira estranha
A quem pedir ajuda?
- Aos pais, a outro familiar ou a um amigo da família,
- A um amigo próximo
- A um professor, ao psicólogo ou enfermeiro da escola
- A um assistente social
- A alguém responsável pela tua religião
- A uma linha de ajuda telefónica (ex: SOS voz amiga)
O teu médico de família também poderá ajudar. Em alguns casos poderão sugerir que deves consultar algum técnico de Saúde Mental, como um psicólogo, psiquiatra ou pedopsiquiatra – profissionais especialmente treinados para trabalhar com jovens.
DG 2011
PS: Adaptado do folheto de informação sobre o stresse do Royal College of Psychiatrists (UK).
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