Comportamentos auto-lesivos

Comportamentos Auto-lesivos: A negação da vida ou o desejo de uma vida diferente?…


Embora a adolescência seja vivida, de um modo geral, positivamente e sem dificuldades acentuadas, esta etapa pode também tornar-se um período desenvolvimentista marcado por grande turbulência que podem determinar dificuldades em várias áreas – familiares, escolares e de socialização, e até mesmo perturbações do desenvolvimento e psicopatológicas. Estas dificuldades podem associar-se ao aparecimento de pensamentos e comportamentos suicidários. Note-se que os comportamentos suicidários não estão sempre associados a psicopatologia, podendo ocorrer em jovens que não apresentam nenhum quadro de doença mental.

Os pensamentos e comportamentos suicidários encerram, em si, uma grande diversidade de significados, ainda que constituam sempre um ataque ao próprio corpo e uma comunicação que visa obter uma reacção dos outros significativos. Deste modo, deve encarar-se o comportamento auto-lesivo como uma forma de comunicar as dificuldades sentidas pelo adolescente e um pedido de ajuda clamado por este, quando não dispõe de nenhuma outra estratégia para resolver os seus problemas ou pedir auxílio. No que se refere aos precipitantes destes comportamentos, eles podem ser diversos, desde uma dificuldade escolar até um conflito afectivo ou com os pais, pelo que os pensamentos e comportamentos auto-lesivos comportam, em geral, dificuldades ao nível da relação com os pais, com os pares e consigo próprio.

Os jovens com pensamentos e comportamentos auto-lesivos revelam um auto-conceito negativo, pessimista e inseguro, manifestando, frequentemente, sentimentos de hostilidade, tristeza e desesperança, que são sentidos como intoleráveis. Para além disso, estes jovens demonstram um pensamento rígido e dicotómico, bem como uma falência das estratégias de resolução de problemas, uma percepção de ausência de controlo sobre os seus próprios problemas e uma atitude de passividade. Todos estes sintomas devem ser considerados factores de risco para os comportamentos auto-lesivos.

Os comportamentos auto-lesivos(nomeadamente, as auto-mutilações ou as sobredosagens)  situam-se num contínuo que envolve os pensamentos sobre a morte, a ideação suicida, as tentativas de suicídio ou mesmo o suicídio.

Os Comportamentos de Auto-Mutilação (CAM) não estão, regra geral, associados à morte, nem existe, naquele que provoca danos no próprio corpo, intencionalidade de morte. Estes fenómenos complexos são multideterminados e surgem, habitualmente, em situações de elevada ansiedade, tensão e fúria, tendo um elevado efeito tranquilizante que incita o indivíduo a repetir o gesto mesmo quando, após a auto-lesão, sente culpa e/ou vergonha.

Nesta etapa do desenvolvimento, os CAM constituem uma forma de lidar com as emoções e com a dor psicológica que sentem, de modo que o controlo da dor física lhes traz um sentimento de alívio relativamente à dor psicológica, e transmite-lhes uma sensação de controlo sobre si próprios que não conseguem obter de nenhum outro modo. Deste modo, os CAM representam um mecanismo de coping, que o jovem utiliza para fazer face à falência de recursos e estratégias de resolução de problemas, bem como às suas dificuldades na regulação dos afectos, e que surgem, sobretudo, na sequência de acontecimentos conflituosos com o grupo de pares ou dificuldades em relacionamentos significativos. Estes comportamentos parecem substituir a linguagem verbal na expressão dos seus sentimentos, constituindo uma comunicação directa do sofrimento.

Quanto à relação destes comportamentos com quadros psicopatológicos, verifica-se que existe uma relação importante entre sintomatologia depressiva e ansiosa e comportamentos de auto-lesivos. Considera-se também uma associação entre estes comportamentos e as tentativas de suicídio, sendo que os jovens que se auto-mutilam (ou que fazem outros comportamentos auto-lesivos) parecem ter maior probabilidade de apresentarem ideação suicida ou tentativas de suicídio.

Os comportamentos auto-lesivos geram um grande sofrimento nos jovens e nas suas famílias. Frequentemente todos pensam não haver qualquer solução e os próprios familiares e outros elementos de apoio sentem necessitar de ajuda. É nestes momentos de crise e grande dificuldade que a procura de apoio técnico psicológico e psiquiátrico podem fazer toda a diferença, ajudando as famílias a ajudar estes jovens e ajudando o próprio jovem a encontrar outras formas de viver e outras soluções que não através da Morte.

Comportamentos Suicidários – Mitos (Ideias ERRADAS que todos devemos corrigir)

  • Perguntar sobre as ideias suicidas, amplifica-as ou aumenta o risco de suicídio.
  • Pessoas que ameaçam suicidar-se não se matam.
  • Quem se suicida está determinado a fazê-lo.
  • Todos os que fazem tentativas de suicídio estão deprimidos.
  • Se alguém está decidido a matar-se não é necessário/ útil perguntar-lhe acerca. dessas ideias, pois ninguém conseguirá mudá-las.
  • “Gestos suicidas” são chamadas de atenção e não risco de suicídio.
  • Suicídio é genético.
  • Suicídio é mais frequente nos grupos de nível sócio-económico baixo.
  • Pacientes suicidas raramente procuram ajuda médica.
  • Só os técnicos de saúde especializados em Psiquiatria necessitam de saber como avaliar e tratar.

DC 2007

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21 thoughts on “Comportamentos auto-lesivos

  1. Boa tarde,
    Antes de mais, tiveram boa ideia de avançar (fazer) com este blog.
    A respeito da temática do para-suicídio, considero que ainda continua a ser pouco valorizada pelos diversos técnicos de saúde (e afins), os quais ainda se continuam a “espantar” (naturalmente) pela dimensão das condutas suicidárias em contraponto às formas subtis e insidiosas do para-suicídio.

  2. Sou aluno do 5.º ano de medicina e estou a fazer a valência de Saúde Mental. Neste momento estou a preparar a discussão de uma história clínica sobre para-suicídio, que já é em si mesmo, uma história difícil de colher. Ando a pesquisar tudo o que se relacione com dados reais e algumas estatísticas a nível nacional.
    O tema em si é de difícil trato para o Clinico Geral e em muitos casos ainda é subvalorizado.

  3. ola eu sou estudante do 12º ano, estou a fazer o trabalho sobre suicidio para final de curso.
    Acho este tema bastante interessante “um estigma” para algumas.

    Tenho aprendido muito na realizaçao do trabalho.
    Acho q ainda tem sido feito pouco na resoluçao deste problema social.
    É mt dificil entender a mente humana e, sobretudo, o q passa pela cabeça das pessoas naquele momento. Para elas será a melhor soluçao. Mas realmente será? vamos continuar a tentar responder a esta questao.

  4. Olá a todos!
    Eu sou o Eurico tenho 17 anos e sou seguido pelo Dr. Diogo Guerreiro.
    A minha vida anterior era uma desgraça, fui parar ao hospital 3 vezes devido á auto-mutilação, magoei muita gente ,especialmente família, devido a este comportamento.
    Quando finalmente decidi que estava na hora de mudar aceitei o pedido dos meus pais para ser seguido por um psiquiatra.
    O Dr. Diogo ajudou-me a passar esta faze em que os meus pensamentos só rondavam a morte, mas com a ajuda do Dr. aprendi que a maneira correcta de ver as coisas não é com a morte nem com a auto-mutilação mas sim com a ajuda de mim mesmo. Ao longo da terapia fui pensando cada vez mais nas mil e uma coisas que ainda poderia fazer na minha vida!
    Consegui triunfar nesta batalha em que muitos pensam que é impossivel ganhar ( especialmente os próprios pacientes ou as pessoas que “praticam” este acto de violência contra si mesmas).
    Espero que este texto inspira muitas outras pessoas que se auto-mutilão a pararem de o fazer e seguir a vida em frente e sempre a subir!
    Muito obrigado e desejo força a todos aqueles que querem ou não deixar este hábito.
    Agradeço pessoalmente as pessoas que me ajudaram neste processo de recuperação(Dr. Diogo Guerreiro, Família e Amigos)
    Abraços, Eurico Fernandes.

    • Eurico, tenho uma filha que passou por momentos de stress elevado e se automutilou por 2 vezes, tenho estudado na internet sobre o assunto buscando a melhor forma de ajudar, minha filha já fazia terapia e parou, neste meio tempo tentei voltar antes das automutilações mais a psicóloga estava de férias, duarante as crises que levaram a automutilação, procurei outra psicóloga de minha confiança e hoje a mãe dela vai levar a ela para segunda seção. Não fiz alarde ao ver os ferimentos, simplesmente falei pra ela que eu tinha ficado triste com o que ela fez mais não estava triste com ela porque ela é um amor de menina, linda, boa fiha , boa amiga, depois não toquei mais no assunto.Minha pergunta é: Como devo proceder para ajudar minha menina em relação ao meu comportamento junto a ela, além da ajuda psicológica

  5. Eu tenho vontade de me matar, mas não por que eu não queira viver. Mas sim por querer viver outra vida que não seja a minha. É como se você se sentisse aprisionado à vida sem poder viver tendo vontade de fazê-lo. A unica coisa que me mantém viva é a esperança de um dia sair da casa da minha mãe. Pois ainda tenho 17 anos e sinto que posso consiguir viver um dia longe dela.

    • Cara Stephanie,
      Como na maioria dos casos e título deste artigo, muitas vezes o que motiva gestos auto-agressivos não é a ideia de fim, mas sim o desejo de uma vida diferente… na nossa perspectiva, enquanto profissionais que lidamos diariamente com estes problemas, a maioria das pessoas pode ser ajudada a fazer esta “mudança” de vida, algo que por vezes é difícil sem ajuda… O nosso conselho é que procure esta ajuda e que arrisque tentar sentir-se melhor!

  6. No ano passado tentei suicidar-me. Passado algum tempo consegui “recuperar” deste episódio. O problema é que agora a ideia de me matar está cada vez mais presente na minha mente e por isso eu tenho medo que aconteça alguma coisa. Tenho apenas 15 anos e sei que tenho uma vida pela frente e que tenho irmãs que se preocupam comigo.

    • Olá Sofia

      Só hoje vi este teu desabafo porque só hoje vi este blog.
      Sei que uma simples opinião, ou um incentivo na internet, dado por uma desconhecida, não serve de muito, pois a vida é complexa, e os conflitos interiores não se resolvem assim, claro. No entanto não posso deixar de te advertir para a tua importância no mundo. Não acabes com alguém que nasceu porque Deus (talvez existe mesmo) quis, Acabar com alguém que é amado por várias pessoas, que é importante na vida de muita gente, e cuja vida ainda agora começou. Já viste que a vida ainda te reserva muitos e bons momentos. Tens cerca de 80 anos para viver! É pensares que mais vale viveres mais e tentar que esses anos sejam bons, do que morreres tão nova, e a unica coisa que levas dessa curta vida é tristeza. Se pensares em acabar com a Sofia, pensa antes no porquê, e vai à raiz do problema, o que é que está mal na tua vida, se ficaste traumatizada com algum episodio, se te sentes desmotivada para estudar, estar com os amigos, se não gostas dos teus amigos,se não gostas de ti propria, e porquê…pensa bem em todos os aspectos que te levam a cometer tal acto. E depois pensa nas vantagens desse acto. Eu só encontro uma, tal como toda a gente: acabar com o sofrimento. Mas tu és capaz de vencer esse sofrimento. E para isso tens que tomar uma atitude: ir em frente e procurar recursos para seres feliz. Começa por pedir ajuda a profissionais, um psicologo por exemplo. Fala, fala, fala…não te contenhas, não abafes as tuas emoções. luta por ti porque mais ninguem o podera fazer! nem mesmo a morte! não é suposto morreres já! É suposto seres a Sofia, uma rapariga que se fez uma grande mulher, e que aprendeu a olhar para si com mais orgulho e como uma pessoa, que tal como todas as outras, tem coisas boas e coisas más. Não deixes que os pensamentos negativos tomem conta da tua vida. Sempre que isso começar a acontecer não te acomodes neles, não desistas…liga a alguém, combina um jantar, mesmo que não te apeteça. e pensa sempre que esses momentos down são só momentos, e que passam, o que te espera é bom, e tu vais alcançá-lo!.
      E principalmente ajuda-te por ti e não por mais ninguem! Tu é que és importante!

      muita força

      Sofia

  7. É assunto muito complicado e sei como é sentir só. Tenho 23 anos mas quando tinha 14 anos tive muitas mudanças da minha vida, eu morava Lisboa e mudei para o norte depois 3 meses meu pai ter de falecido. Eu não conseguia ninguém e tive e tenho dificuldades em fazer amigos, entrar grupos e etc… E outra coisa tenho muita dificuldade é mulheres, sou intimido e nunca sorte do amor. eu devo ser feio.
    Pensei muitas vezes suicida-me mas nunca tive coragem fazer-lo porque eu devo ser fraco nem conseguiu suicida-me. Mas sempre tentei e tento ser forte, ter futuro melhor e ultrapassar as dificuldades, mas não é fácil e espero conseguir.
    Este blog está muito bom e já agora se alguém conhecer grupos, associações, etc… Enviem para meu mail ademar_mendes@hotmail.com.

  8. Estou preucupada com uma coisa que ocorre comigo e nem sei explicar o pq que tenho este comportamento , poderia ser comer unha mas ñ eu mordo em volta dos meus dedos, fica muito ferido, na verdade só quero tirar a dúvida pq ando com os dedos as vezes enfaixado e todo mundo pergunta, meus amigos falam o tempo todo q isto ñ é normal que tenho q ir ao médico. Se poderem responder agradeço!!

    • Cara Lara, esse comportamento poderá ser devido a ansiedade ou então um tique… eventualmente um médico pode ajudar, mas provavelmente um psicólogo (para aprender a controlar) será mais útil.

  9. Eu me corto ja faz 2 anos e esse ano q minha familia descobril,eu fiquei sem chao pq minjha familia falaram coisas horriveis pra mim e disseram q iao me enternar.hoje eu vou no piscicologo e tenho pavor e medo de ir pra la, so vou pela minha familia , ontem me cortei forao 12 cortes e tenho sertesa q vai ficar as marcas pq demorou muito tempo pra parar de sangrar,eu sei q afasto as pessoas de mim mais nao e por mal,eu tambem conheço uma menina q se mutila ala disse q ja ficou internada e disse q nao e muito bom.Eu ja nem sinto a dor e por causa disso os cortes estao ficando mais e mais fundos

  10. Eu tenho 13 anos eu me corto,des do começo do ano passado,nao me lembro o motivo nem o dia esato geralmente me lembro,eu vou ao pisicolago pq meus pais descobrirao nao tenho coragem de falar q isso e um vicio pra mim e e meio q uma doença,se eu tevece coragem de falar talvez eles iam parar de faser piadas q me magoao sobre isso,eu tenhho medo de me abrir pra eles ,eleme chamao de antipatica,medrosa,bixo do mato,nao me deixao me abrir me enterronpem quando vau faser alguma coisa q eles mesmo pedem naverdade obrigao eu me cortei ontem e foi mt perto da veia me corti no praço e no pulso nao ta mt escondido no pulço ta mais fundo e as vesez fica sangrando no total sao 7 cortes por mes sao no total de 20 cortes ou mais tenho medo de contar pra algem pq sou fraca e esquisita como minha mae diz

  11. Oii meu nome e amanda e eu me corto ja faz 2anos tenho 13 anos os meus pais so sabem pq a diretora do meu colegio viu e conto des te entao eu vo no picicolago e n ta adiantando mt antes os cortes nao eram mts fundos mais agora estao ficando maiores e da pra ver o rocho da veia dentro do corte o meu corpo e todo cheio de sicatrises as mais pequenas desaparecem mais as q sao fundas ficao sicatrizes enosmes as pessoas me perguntao e eu digo q eu me machuquei n uso plusa de frio mais uso cussera eu n queria q meus pais soubecem eles ficao me tratando como se eu fosse loca disserao q se vice qualquer corte no meu corpo iao me enternar eu n quero q eles me enternao eu fasso mais de 30 cortes no pulço e mais ou menos uns 10 no resto do corpo por mes eu n tenho mais vontade de ir pra escola e nem mais levantar da cama eu tenho mt raiva de tudo eu quase matei minha maritaca 2 veses quero sempre ficar sozinha longe de todos e tudo me afasto e nem sinto mais falta das pessoas n tenho piedade sou mal com todos e me acho gorda entao noa como e ja desmaiei 2 veses eu vomito quase toda hora e peso 53 kg e sou gora quando me olho no espelho

  12. Oii sou eu de novo a amanda.,bom eu me me multilo como ja disse mais pioro mt minha familia viu de novo os cortes me mim eles me disseram q deu policia eu to assustada e sozinha eles n entendem n consigo me espreçar falar sombre isso desculpa n preciso de ajuda eu posso me virar se quiser falar comigo meu imeio e maggie254@ovi.com

    • Boa tarde Amanda Queiros,

      Li seus relatos sobre a prática auto-lesiva, e percebo que apesar de ser uma prática bastante usada por adolescentes (principalmente meninas) o assunto não é muito divulgado, dificultando o tratamento.

      Muitos pais diante dessa situação e por não saberem como agir, usam métodos nada agradávais com seus filhos, mas o fato de serem desagradáveis e agressivos, não quer dizer que os deixaram de amar, mas é porque se sentem perdidos e principalmente culpados. Então a melhor maneira de resolver isto é com certeza fazendo o uso de uma conversa franca, sem rodeios, a sinceridade ajuda muito, porque só assim estabelecendo uma relação de confiança é que juntos chegaram a conclusão de que precisam procurar ajuda de profissionais competentes.

      Att, psicanalista Angela

  13. Olá eu não sei bem o que se passa comigo só sei que a minha vida desde que nasci foi uma porcaria sofri muito e tb muitos mãos tratos…mas aos 15 anos fizeram me mal e eu comecei a auto-mutilar me mas aos 18 anos parei porque não estava a gostar das marcas mas continuei a sofre…mas agora com 21 anos ainda sofro muito choro por tudo e por nada estou com a minha auto estima muito em baixo e hoje tive vontade de me auto-mutilar não sei que se passa preciso de ajuda 😦 Tantos anos de sofrimento que ainda sofro muito

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