
Aqui fica o anúncio deste encontro científico muito relevante, a realizar de 30 de Setembro a 2 de Outubro, no Luso.
O programa pode ser consultado aqui!
DG 2010

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Transcrevem-se alguns excertos da notícia que saiu no Diário de Notícias, a 20 de Maio de 2010.
Jovens são quem mais procura ajuda para prevenir suicídios
Metade das pessoas que procuram a consulta de prevenção do suicídio dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) têm menos de 24 anos. Em Portugal, houve oito casos de suicídio em jovens dos 11 aos 20 anos em 2007, segundo dados avançados ao DN pelo Instituto Nacional de Medicina Legal (INML). E outros oito só nos primeiros seis meses de 2008.
Em Coimbra, cerca de 20% dos jovens atendidos tornam-se repetentes, com três ou mais comportamentos suicidários, revela o fundador da consulta, Carlos Braz Saraiva. Ou seja, comportamentos autodestrutivos, que nem sempre têm como objectivo o suicídio, mas são um indicador de risco, explica o especialista.
A automutilação e a overdose de medicamentos são mesmo os comportamentos destrutivos mais comuns, segundo um estudo realizado no departamento de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. O primeiro é aliás mais frequente do que se pode pensar: de acordo com números internacionais, pelo menos 10% dos jovens em idade escolar já se automutilaram, revela Diogo Guerreiro, um dos psiquiatras da consulta. Por isso, vai avançar este ano com um estudo com 700 jovens das escolas de Lisboa para avaliar a verdadeira dimensão do problema. “Não temos ideia de quantos adolescentes nas escolas têm estes comportamentos ou se mutilam, nem quem são e porquê. E só assim se poderá trabalhar em política de prevenção”, diz.
“Nos casos em que as mesmas pessoas nos aparecem mais do que uma vez, a automutilação já se tornou numa estratégia para lidar com conflitos e frustrações”, acrescenta Carlos Braz Saraiva, fundador da consulta de Coimbra, que avançou ao DN outros números que serão divulgados hoje no XXI Encontro Nacional de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, em Beja.
Cerca de 70% das mais de mil pessoas que atenderam eram do sexo feminino. A grande maioria das situações (90%) acontecem em casa e não são planeadas, mas resultado de um impulso (80%).
Para o especialista, na origem destes problemas está o sentimento de rejeição, nomeadamente pela família. Mas a grande maioria deste jovens, cerca de 80%, espera que o seu acto os ajude a mudar de vida.
O psiquiatra Daniel Sampaio lembra que é sempre “um sinal de uma adolescência perturbada e uma situação de alarme”, que deve levar a procurar ajuda. Mesmo quando são problemas transitórios ou chamadas de atenção – já que são mais comuns nos adolescentes do que nos adultos – são um sinal de problemas que devem ser tratados, acrescenta Diogo Guerreiro. É que embora este tipo de comportamento não seja sempre acompanhado da intenção de suicídio, estes jovens estão em risco, alerta.
Em 2007, houve oito casos de suicídio em jovens – ou seja, 1,25% do total de casos, que foi de 89. E só no primeiro semestre de 2008 houve outros oito – num ano em que o número de suicídios aumentou para 921.
Nunca é demais chamar a atenção para este problema, apostando em estratégias de prevenção do suicídio, mas também em estratégias de promoção da Saúde Mental.
DG 2010
Os comportamentos auto-lesivos na adolescência têm sido foco de crescente atenção social e dos profissionais de saúde mental.
Muitos são os termos utilizados para descrever este fenómeno: comportamentos auto-agressivos; comportamentos auto-destrutivos; auto-mutilações; tentativas de suicídio; para-suicídio. Todas estas designações partilham algo em comum, tratam-se de comportamentos que em maior ou menor grau são prejudiciais e lesivos para o próprio e para o seu corpo, ocorrendo de forma deliberada.
Destes comportamentos os mais comuns são as auto-mutilações e as sobredosagens medicamentosas.
Apesar de não existirem estudos específicos da população portuguesa, espera-se que a prevalência destes comportamentos seja elevada, tal como o é em outros países. Os comportamentos auto-lesivos estão relacionados com várias doenças psiquiátricas, sobretudo depressão, perturbação borderline de personalidade, psicoses e perturbações de comportamento. Embora possam ocorrer na ausência de qualquer perturbação.
São um factor de risco muito relevante para Suicídio completo.
Um estudo recente do Núcleo de Estudos do Suicídio, do Hospital de Santa Maria, investigou qual o perfil do adolescente que apresenta este tipo de comportamento. Verificou-se que estes jovens apresentam mais dificuldades no dia-a-dia, tendo menos capacidades para lidar com estas situações. Tem tendência a apresentar-se deprimidos, mas com grande relutância e pouca motivação para o seguimento psicológico e/ou psiquiátrico. Apresentam com mais frequência conflitos familiares.
É importante intervir cedo nestas situações. Tentar procurar com o adolescente uma outra forma de lidar com situações desagradáveis e angustias que não passe por estes comportamentos, que a longo prazo só o farão sentir-se pior consigo mesmo e com os outros.

Fica aqui a referência e link para o artigo:
Guerreiro DF, Neves EL, Navarro R, Mendes R, Prioste A, Ribeiro D, Lila T, Neves A, Salgado M, Santos N, Sampaio D. Clinical features of adolescents with deliberate self-harm: A case control study in Lisbon, Portugal. Neuropsychiatr Dis Treat. 2009;5:611-7.
DG 2010
O Nes (Núcleo de Estudos do Suicídio), com actividade clínica no Hospital de Santa Maria, realiza durante este ano o projecto denominado “Tu importas – escola, jovens e saúde”.

É um projecto que tem como objectivo principal a promoção da saúde e a prevenção do suicídio. Para isso, foi construida uma equipa de técnicos em cada escola destinada a desenvolver actividades que promovam as competências e os comportamentos favoráveis à prevenção do isolamento e da depressão.
Fica aqui o site e os parabéns por este projecto!
DG 2010

Um estudo recentemente publicado e de grandes dimensões, realizado nos Estados Unidos traz novos dados acerca das doenças mentais que afectam crianças e adolescentes dos 8 aos 15 anos.
Verificou que 13% (pelo menos 1 em cada 10) deste grupo apresentam critérios para uma doença mental. Destes apenas 51% (metade) procurou ajuda profissional.
As doenças mais comuns encontradas foram:
A PHDA e a P. de Conduta eram mais comuns em rapazes e a P. do Humor mais comum em raparigas.
Em 11% dos casos a doença mental levava a prejuízo grave a nível escolar, social ou familiar.
Tratam-se de dados que mostram que ainda existe muito desconhecimento acerca deste tipo de doenças nas pessoas mais jovens, muitas vezes deixadas em sofrimento que poderia ser minimizado por um seguimento eficaz… apesar destes dados serem dos Estados Unidos, nada aponta para que a situação seja diferente em Portugal.
É necessário fazer mais por estas crianças e adolescentes!
DG 2010
A Colecção Educação XXI, pretende dar destaque a todos os recursos didácticos nas áreas de comportamento e saúde mental que visam munir, todos os intervenientes desta área de actuação profissional da saúde em constante mutação, como é o meio escolar, das competências e conhecimentos profissionais que possibilitem uma intervenção e capacidade de resposta cada vez mais eficaz.
É co-autor do volume “Stresse , Depressão e Suicídio”, Diogo Guerreiro. Coleccção pela editora “Coisas de Ler”.
Não podia deixar de anunciar! 😉
Para mais informações.
Abraços
DG 2009
O suicídio na adolescência é cada vez mais um problema de saúde pública que, apesar da sua importância, permanece ainda muito desvalorizado.
Estudos indicam que na Europa morrem mais adolescentes por suicídio do que em acidentes de viação… tendo isto em conta, pensemos na quantidade de campanhas de prevenção rodoviárias a que assistimos e a escassez na prevenção da doença mental e suicídio na adolescência.
O parlamento europeu na sua Resolução 1608 de 2008, recomenda que todos os países da UE implementem estratégias de identificação de jovens em risco e de prevenção de suicídio, tornando esta questão numa prioridade politica.
Algumas sugestões deste grupo de trabalho:
– Educação para a saúde mental nas escolas
– Prevenção da violência e de bullying na escola
– Combater abuso de álcool e drogas em jovens
– Promover o apoio às famílias em crise
– Melhorar os conhecimentos dos adolescentes acerca de comportamentos suicidários e sinais de risco
– Tomar medidas para que os adolescentes não trivializem o suicídio
– Envolver as várias entidades que contactam com adolescentes, nomeadamente no campo da saúde mental, como centros de saúde, hospitais, escolas, organizações não governamentais, faculdades, etc.
Há muito trabalho pela frente, estaremos à altura do desafio?
Estão os adolescentes e as suas famílias motivados para por os políticos a mexer?
Em nome de uma melhor saúde mental e de uma vida mais feliz e saudável, é urgente que isto aconteça!
DG 2009