Abuso da Internet e Depressão

Um estudo com 1600 adolescentes, realizado na China, verificou que a utilização “patológica” da Internet em Adolescentes está ligada ao risco de Depressão.

Foi utilizado um teste para medir a “adição” à internet, este pode ser feito por vocês neste site: www.netaddiction.com.

Algumas perguntas que podem levantar a suspeita de utilização “patológica da internet” são as seguintes:

Ficas mais tempo na net do que aquele pretendias?

As pessoas queixam-se de que passas tempo a mais na net?

O tempo que passas na internet leva-te a negligenciar os deveres escolares ou trabalhos?

Quando não estás online, passas muito tempo a pensar quando voltas à internet?

Estes autores verificaram que adolescentes que utilizam excessivamente (patologicamente) a internet, especialmente para jogos online (RPG e outros), apresentaram quase o dobro do risco de ter depressão!

Os autores dão algumas hipóteses para explicar  este fenómeno, poderá ter a ver com a diminuição do tempo para dormir (que é muito comum em adolescentes que utilizam patologicamente a internet) ou poderá ter a ver com a redução de contactos sociais causada por tempo excessivo passado online. No entanto, ainda é preciso fazer mais estudos para comprovar estas hipóteses.

DG 2010

Suicídio e comportamentos auto-lesivos em Jovens

Transcrevem-se alguns excertos da notícia que saiu no Diário de Notícias, a 20 de Maio de 2010.

Jovens são quem mais procura ajuda para prevenir suicídios

Metade das pessoas que procuram a consulta de prevenção do suicídio dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) têm menos de 24 anos. Em Portugal, houve oito casos de suicídio em jovens dos 11 aos 20 anos em 2007, segundo dados avançados ao DN pelo Instituto Nacional de Medicina Legal (INML). E outros oito só nos primeiros seis meses de 2008.

Em Coimbra, cerca de 20% dos jovens atendidos tornam-se repetentes, com três ou mais comportamentos suicidários, revela o fundador da consulta, Carlos Braz Saraiva. Ou seja, comportamentos autodestrutivos, que nem sempre têm como objectivo o suicídio, mas são um indicador de risco, explica o especialista.

A automutilação e a overdose de medicamentos são mesmo os comportamentos destrutivos mais comuns, segundo um estudo realizado no departamento de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. O primeiro é aliás mais frequente do que se pode pensar: de acordo com números internacionais, pelo menos 10% dos jovens em idade escolar já se automutilaram, revela Diogo Guerreiro, um dos psiquiatras da consulta. Por isso, vai avançar este ano com um estudo com 700 jovens das escolas de Lisboa para avaliar a verdadeira dimensão do problema. “Não temos ideia de quantos adolescentes nas escolas têm estes comportamentos ou se mutilam, nem quem são e porquê. E só assim se poderá trabalhar em política de prevenção”, diz.

“Nos casos em que as mesmas pessoas nos aparecem mais do que uma vez, a automutilação já se tornou numa estratégia para lidar com conflitos e frustrações”, acrescenta Carlos Braz Saraiva, fundador da consulta de Coimbra, que avançou ao DN outros números que serão divulgados hoje no XXI Encontro Nacional de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, em Beja.

Cerca de 70% das mais de mil pessoas que atenderam eram do sexo feminino. A grande maioria das situações (90%) acontecem em casa e não são planeadas, mas resultado de um impulso (80%).

Para o especialista, na origem destes problemas está o sentimento de rejeição, nomeadamente pela família. Mas a grande maioria deste jovens, cerca de 80%, espera que o seu acto os ajude a mudar de vida.

O psiquiatra Daniel Sampaio lembra que é sempre “um sinal de uma adolescência perturbada e uma situação de alarme”, que deve levar a procurar ajuda. Mesmo quando são problemas transitórios ou chamadas de atenção – já que são mais comuns nos adolescentes do que nos adultos – são um sinal de problemas que devem ser tratados, acrescenta Diogo Guerreiro. É que embora este tipo de comportamento não seja sempre acompanhado da intenção de suicídio, estes jovens estão em risco, alerta.

Em 2007, houve oito casos de suicídio em jovens – ou seja, 1,25% do total de casos, que foi de 89. E só no primeiro semestre de 2008 houve outros oito – num ano em que o número de suicídios aumentou para 921.

Nunca é demais chamar a atenção para este problema, apostando em estratégias de prevenção do suicídio, mas também em estratégias de promoção da Saúde Mental.

DG 2010

Adolescentes com comportamentos auto-lesivos

Os comportamentos auto-lesivos na adolescência têm sido foco de crescente atenção social e dos profissionais de saúde mental.

Muitos são os termos utilizados para descrever este fenómeno: comportamentos auto-agressivos; comportamentos auto-destrutivos; auto-mutilações; tentativas de suicídio; para-suicídio. Todas estas designações partilham algo em comum, tratam-se de comportamentos que em maior ou menor grau são prejudiciais e lesivos para o próprio e para o seu corpo, ocorrendo de forma deliberada.

Destes comportamentos os mais comuns são as auto-mutilações e as sobredosagens medicamentosas.

Apesar de não existirem estudos específicos da população portuguesa, espera-se que a prevalência destes comportamentos seja elevada, tal como o é em outros países. Os comportamentos auto-lesivos estão relacionados com várias doenças psiquiátricas, sobretudo depressão, perturbação borderline de personalidade, psicoses e perturbações de comportamento. Embora possam ocorrer na ausência de qualquer perturbação.

São um factor de risco muito relevante para Suicídio completo.

Um estudo recente do Núcleo de Estudos do Suicídio, do Hospital de Santa Maria, investigou qual o perfil do adolescente que apresenta este tipo de comportamento. Verificou-se que estes jovens apresentam mais dificuldades no dia-a-dia, tendo menos capacidades para lidar com estas situações. Tem tendência a apresentar-se deprimidos, mas com grande relutância e pouca motivação para o seguimento psicológico e/ou psiquiátrico. Apresentam com mais frequência conflitos familiares.

É importante intervir cedo nestas situações. Tentar procurar com o adolescente uma outra forma de lidar com situações desagradáveis e angustias que não passe por estes comportamentos, que a longo prazo só o farão sentir-se pior consigo mesmo e com os outros.

Fica aqui a referência e link para o artigo:

Guerreiro DF, Neves EL, Navarro R, Mendes R, Prioste A, Ribeiro D, Lila T, Neves A, Salgado M, Santos N, Sampaio D. Clinical features of adolescents with deliberate self-harm: A case control study in Lisbon, Portugal. Neuropsychiatr Dis Treat. 2009;5:611-7.

DG 2010

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Dormir faz bem à Saúde (Mental)!

Parece senso comum que dormir bem faz bem à saúde (quer seja em tempo quer seja em qualidade). Mas não só à saúde fisíca, mas também à Saúde Mental!

De facto, uma investigação recente da Columbia University Medical Center de Nova Iorque, demonstrou que adolescentes que dormem mal apresentam maior tendência para ter depressões.

Entre os que dormiam menos de cinco horas por noite, a probabilidade de depressão foi 71% maior do que entre os que descansavam oito horas. Foi também verificado que os que se deitavam após a meia-noite apresentavam uma probabilidade 24% maior de ter sintomas depressivos do que os que se deitavam antes das 22 horas.

Estes mesmo adolescentes, que se deitam tarde e que dormem pouco, apresentaram um risco mais elevado de ter ideias de suicídio.

Verificou-se que em média, estes jovens dormiam por noite sete horas e 53 minutos, menos do que as nove horas recomendadas para esta faixa etária.

A falta de sono (em tempo e em qualidade) afecta as respostas emocionais e cognitivas. Diminuindo as capacidades intelectuais (o que pode levar a dificuldades escolares), mas também diminuindo a capacidade de lidar com situações e pessoas no dia-a-dia.

DG 2010

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Doença mental dos 8 aos 15 anos

Um estudo recentemente publicado e de grandes dimensões, realizado nos Estados Unidos traz novos dados acerca das doenças mentais que afectam crianças e adolescentes dos 8 aos 15 anos.

Verificou que 13% (pelo menos 1 em cada 10) deste grupo apresentam critérios para uma doença mental. Destes apenas 51% (metade) procurou ajuda profissional.

As doenças mais comuns encontradas foram:

A PHDA e a P. de Conduta eram mais comuns em rapazes e a P. do Humor mais comum em raparigas.

Em 11% dos casos a doença mental levava a prejuízo grave a nível escolar, social ou familiar.

Tratam-se de dados que mostram que ainda existe muito desconhecimento acerca deste tipo de doenças nas pessoas mais jovens, muitas vezes deixadas em sofrimento que poderia ser minimizado por um seguimento eficaz… apesar destes dados serem dos Estados Unidos, nada aponta para que a situação seja diferente em Portugal.

É necessário fazer mais por estas crianças e adolescentes!

DG 2010

De volta ao trabalho!

volta ao trabalhoE assim passa mais um Verão… dias longos, quentes e folgados, dão lugar ao trabalho. Seja este a escola, a universidade ou uma profissão (ou até mais do que uma coisa), uma coisa é certa… a nossa rotina vai alterar-se!

Apesar de muitas vezes esta alteração de rotina ser associada com ansiedade, stress ou mesmo depressão (tal como a famigerada, e muito na moda, depressão pós-férias!), é uma fase de muita importância. Na realidade, é aqui que começa “o ano”! Se 31 Janeiro é a noite de fazer “os desejos”, é após as férias que se iniciam muitos destes desejados projectos… iniciar um desporto ou um hobbie; fortalecer uma relação de amizade; motivar-nos para um projecto profissional ou académico; dar a volta a um problema; ganhar coragem para iniciar ou manter um namoro; ganhar autonomia… enfim, tantas coisas!

Se neste início existe stress ou até mesmo uma certa neura, o que é certo é que os adolescentes rapidamente ultrapassam estes problemas, abrindo lugar para a oportunidade, para a motivação e para conhecer as coisas boas que existem neste regresso!

Estas alterações de rotina são também importantes porque, com mais nitidez, nos fazem ver alguns erros que fizemos ao longo do ano, dando a oportunidade de “este ano fazer as coisas melhor”!

Por isso mesmo, o pessoal do Psiadolescentes, quer desejar a todos um regresso em força, cheio de energia, com motivação e claro… com boa Saúde Mental!

Abraços

DG 2009

PS: Vamos lá esquecer esta moda da “depressão pós-férias”!

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Tempo de Verão

Pois é, estamos no Verão…

…As aulas e os exames já acabaram, muita gente de férias… Menos stresse, menos ansiedade, mais relaxamento…

Mais horas de sol que fazem com que o nosso cérebro produza mais serotonina (um dos neurotransmissores mais importantes para combater a depressão e a ansiedade), a “neura” tende a ir-se embora… 

tempo de verão

Aqui pelo psiadolescentes esta onda de relaxamento, torna a escrita de posts uma tarefa muito árdua!… Voltamos à conversa em Setembro!!

Bom Verão!

Toca a recarregar energia, para uma boa saúde mental no resto do ano!

Abraços

DG 2009