“Suicídio na Adolescência: tentar compreender o incompreensível”

Interessante conjunto de artigos sobre a temática do suicídio na adolescência, por Sofia Teixeira em “MSN Saúde e Bem-Estar”.

Aqui fica o link.

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A propósito da utilização de antidepressivos e risco de suicídio

Apesar de não ser um assunto novo (ver post de 2007, “suicídio e antidepressivos – os factos“), esta temática levanta frequentemente dúvidas, quer nos adolescentes quer nos pais:

“Afinal os antidepressivos podem ou não aumentar o risco de suicídio?”

É uma pergunta perfeitamente válida e com razão de ser, tendo em conta que afinal as entidades reguladoras dos medicamentos a nível internacional fizeram avisos para existir precaução relativamente ao uso deste tipo de fármacos em adolescentes.

Foi publicado na última edição da Acta Médica Portuguesa, um artigo que poderá interessar quer aos profissionais de saúde que se deparam com esta questão, quer aos adolescentes e famílias. Fica aqui o link (Silva M, Sampaio D. Antidepressivos e suicídio nos adolescentes. Acta Med Port. 2011).

Queria só citar algumas das conclusões deste artigo:

  1. Os antidepressivos do tipo inibidor selectivo da recaptação da serotonina (ISRS) poderão em alguns doentes aumentar o risco de comportamento suicidário (diferente de suicídio) no início do tratamento;
  2. O aumento do uso de ISRS tem estado associado à redução das taxas de suicídio;
  3. benefício da utilização de ISRS parece ser muito superior ao risco de ideação ou de tentativas de suicídio em todas as indicações;
  4. É possível que o efeito adverso dos antidepressivos no comportamento suicidário difira entre indivíduos, pelo que é necessária mais investigação para identificar os factores de risco e os mecanismos que podem contribuir para este aumento de risco suicidário;
  5. O tratamento com antidepressivos (ISRS) estará indicado como primeira linha em jovens com depressão major de gravidade moderada a grave, com ou sem psicoterapia, devendo ser assegurada a cuidadosa monitorização do comportamento suicidário.

Parabéns aos autores, obrigado pela tentativa de esclarecimento neste assunto (tão) controverso.

DG 2012

XIX Encontro da Adolescência

Mais uma vez o NES (Núcleo de Estudos do Suicído) organizou um encontro para se discutirem temas relevantes à Saúde Mental dos Adolescentes.

Os temas são diversos, desde a bipolaridade na adolescência, passando pelas Escolas e Famílias, intervenções na Adolescência, etc.

Vai realizar-se em Lisboa, no Sana Metropolitan Hotel, nos dias 10 e 11 de Novembro.
Fica aqui o link para o programa e inscrições: folheto XIX Encontro da Adolescência

Até lá.

DG 2011

Sondagem sobre drogas e saúde mental

Temos vindo a fazer uma sondagem aos leitores do psiadolescentes em que perguntamos: “Na tua opinião, qual destes produtos tem mais consequências a nível de saúde mental?“.

Estes foram os resultados dos 289 votos.

A maioria das pessoas achou que as chamadas “drogas duras”, heroína e cocaína, são as mais prejudiciais, deixando para segundo plano o ecstasy, o álcool e a cannabis.

É uma pergunta rasteira, pois todas elas são altamente prejudiciais para o desenvolvimento do cérebro do adolescente e todas estão altamente associadas a elevados riscos para a saúde mental.

Sabemos que as principais drogas utilizadas pelos adolescentes são o cannabis e o álcool, seguidas de substâncias psicoestimulantes (“pastilhas”, ectasy, “speeds”).

Um pequeno resumo das consequências a nível mental destas substâncias:

  • Heroína: para além do risco de dependência muito elevado (mesmo após um único consumo), para além do risco de overdose fatal, para além do risco de doenças infecto-contagiosas, o uso de heroína está associado a depressão, ansiedade, desorganização do comportamento, lentificação do pensamento e perda de controlo sobre os impulsos.
  • Cocaína: para além do risco de dependência muito elevado (mesmo após um único consumo), para além do risco de overdose fatal, para além do risco de doenças infecto-contagiosas, o uso de cocaína pode levar a psicose, ansiedade, depressão e insónia muito grave.
  • Ecstasy: para além do risco de desidratação, pode levar a psicose, perda de controlo do comportamento, está ligada a depressão nos dias seguintes ao consumo e… pode levar a lesões cerebrais irreversíveis, com efeitos a nível da memória, da atenção e do sono.
  • Cannabis: o uso regular afecta a memória e a capacidade de concentração, pode levar a um síndrome de desmotivação (em que uma pessoa está sempre apática e com baixa iniciativa), pode levar a perturbações de ansiedade e psicoses, podendo levar ao inicio de uma esquizofrenia (doença crónica) em pessoas predispostas para esta doença.
  • Álcool: um estudo recente inglês, refere que o álcool é a substância que mais prejuízo traz ao próprio e à sociedade. Quando utilizado na adolescência, altura em que o cérebro ainda se está a desenvolver, pode levar a lesões cerebrais (incluindo a morte de neurónios ou ligações defeituosas), que afectam a memória, a capacidade de pensar de forma abstracta ou de resolver problemas. Leva à dependência, à depressão, a dificuldades no sono e a descontrolo do comportamento.

A mensagem é:

Não existem drogas “menos más”, saibam dizer não e protejam o vosso cérebro!

Abraços
DG 2010

Depressão na Adolescência

Aqui fica um vídeo/ animação (em Inglês) que está muito bem feito, sobre a Depressão na Adolescência.

Para voltar a sublinhar a campanha anti-depressão.
Um abraço
DG 2010

Dia Europeu da Depressão

O Dia Europeu da Depressão, celebrado a 1 de Outubro, tem este ano como tema “Sair da depressão: deixar de estar sozinho no meio multidão”. A data comemorativa é promovida pela Associação Europeia da Depressão, que dedica o mês de Outubro à sensibilização das pessoas sobre o fenómeno da depressão em toda a Europa.

A depressão é já o problema de saúde mais prevalente em muitos Estados-Membros da União Europeia, sendo que mais de 50 milhões de cidadãos europeus (11% da população) já tiveram distúrbios mentais em algum momento das suas vidas. Com esta data, a Associação Europeia de Depressão visa aumentar a consciência e promover uma melhor compreensão sobre o impacto da depressão na vida das pessoas, desafiar o estigma e a discriminação e dar uma voz àqueles que sofrem de depressão.

A Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM) tem previstas várias iniciativas, a decorrer durante o mês de Outubro, nomeadamente:

  • 4 Outubro: Campanha de sensibilização pública com spots televisivos em directo, nos três principais canais de televisão. A campanha de sensibilização pública terá também a participação da rádio e da imprensa escrita e durará até ao final do mês.
  • 6 Outubro: Início da campanha itinerante através de quatro cidades durante o mês de Outubro. Esta actividade terá uma unidade móvel que trabalhará com exposições interactivas onde o público poderá encontrar informação adicional sobre a depressão. O percurso itinerante terá a partida na cidade do Porto (6, 7 e 8 de Outubro), seguirá para Lisboa (13, 14 e 15 de Outubro), depois para Braga (20 e 21 de Outubro) e finalmente para Vila Real (27 e 28 de Outubro).
  • 11 Outubro: Seminário destinado a profissionais de saúde mental e jornalistas com o tema “Nunca mais ficaremos sós!”, no Hospital Santa Maria / Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

8as Jornadas Sobre Comportamentos Suicidários

Aqui fica o anúncio deste encontro científico muito relevante, a realizar de 30 de Setembro a 2 de Outubro, no Luso.

O programa pode ser consultado aqui!

DG 2010

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