Uso precoce de cannabis e inteligência

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Cannabis e Psicose… outra vez!

Mais uma investigação recente reforça os dados que  ligam a utilização de cannabis ao risco de psicose.

Foi feito um estudo realizado em Melbourne (Austrália) com 625 doentes com o diagnóstico de primeiro surto psicótico (primeira vez que apresentam os sintomas de uma psicose), entre os 14 e os 29 anos, publicado no Schizophrenia Research deste mês, que se focava neste assunto.

Os investigadores verificaram que os doentes que apresentavam abuso ou dependência de cannabis antes dos 14 anos iniciavam a psicose em média 2 anos antes. Estes apresentavam os sintomas psicóticos por volta dos 19 anos, enquanto que as pessoas sem abuso ou dependência de cannabis começavam por volta dos 21 anos.

A conclusão deste estudo é que a utilização de cannabis pode levar a um efeito prejudicial na maturação cerebral (muito importante especialmente numa fase inicial da adolescência!) que leva ao aparecimento de sintomas psicóticos numa idade mais precoce.

A dúvida que fica é: será que se não tivessem consumido cannabis estes jovens poderiam não estar doentes?

DG 2011

Conteúdos sobre Drogas (finalmente) disponíveis!!

Caros seguidores do Psiadolescentes,

É com grande prazer nosso que anunciamos que (finalmente) os conteúdos acerca de Drogas estão disponíveis!

Obviamente que se trata de uma área fundamental para compreender a Saúde Mental dos Adolescentes. Com os conteúdos acerca de Opiáceos (heroína e outros), Estimulantes (anfetaminas e cocaína), MDMA (Ecstasy), Cannabis, Alucinogénicos e Solventes, esperamos estar a informar os adolescentes acerca dos riscos que correm, assim como quais os mecanismos envolvidos!

Com este marco conseguimos, quase passados 3 anos, terminar as páginas principais do site! Todos os conteúdos âncora estão agora realizados, mas sujeitos a actualização constante!

Um abraço a todos!

DG 2010

Sondagem sobre drogas e saúde mental

Temos vindo a fazer uma sondagem aos leitores do psiadolescentes em que perguntamos: “Na tua opinião, qual destes produtos tem mais consequências a nível de saúde mental?“.

Estes foram os resultados dos 289 votos.

A maioria das pessoas achou que as chamadas “drogas duras”, heroína e cocaína, são as mais prejudiciais, deixando para segundo plano o ecstasy, o álcool e a cannabis.

É uma pergunta rasteira, pois todas elas são altamente prejudiciais para o desenvolvimento do cérebro do adolescente e todas estão altamente associadas a elevados riscos para a saúde mental.

Sabemos que as principais drogas utilizadas pelos adolescentes são o cannabis e o álcool, seguidas de substâncias psicoestimulantes (“pastilhas”, ectasy, “speeds”).

Um pequeno resumo das consequências a nível mental destas substâncias:

  • Heroína: para além do risco de dependência muito elevado (mesmo após um único consumo), para além do risco de overdose fatal, para além do risco de doenças infecto-contagiosas, o uso de heroína está associado a depressão, ansiedade, desorganização do comportamento, lentificação do pensamento e perda de controlo sobre os impulsos.
  • Cocaína: para além do risco de dependência muito elevado (mesmo após um único consumo), para além do risco de overdose fatal, para além do risco de doenças infecto-contagiosas, o uso de cocaína pode levar a psicose, ansiedade, depressão e insónia muito grave.
  • Ecstasy: para além do risco de desidratação, pode levar a psicose, perda de controlo do comportamento, está ligada a depressão nos dias seguintes ao consumo e… pode levar a lesões cerebrais irreversíveis, com efeitos a nível da memória, da atenção e do sono.
  • Cannabis: o uso regular afecta a memória e a capacidade de concentração, pode levar a um síndrome de desmotivação (em que uma pessoa está sempre apática e com baixa iniciativa), pode levar a perturbações de ansiedade e psicoses, podendo levar ao inicio de uma esquizofrenia (doença crónica) em pessoas predispostas para esta doença.
  • Álcool: um estudo recente inglês, refere que o álcool é a substância que mais prejuízo traz ao próprio e à sociedade. Quando utilizado na adolescência, altura em que o cérebro ainda se está a desenvolver, pode levar a lesões cerebrais (incluindo a morte de neurónios ou ligações defeituosas), que afectam a memória, a capacidade de pensar de forma abstracta ou de resolver problemas. Leva à dependência, à depressão, a dificuldades no sono e a descontrolo do comportamento.

A mensagem é:

Não existem drogas “menos más”, saibam dizer não e protejam o vosso cérebro!

Abraços
DG 2010

Cannabis e Psicose

Um estudo recente verificou que jovens que usam cannabis (“charros”, “ganzas”) durante 6 ou mais anos têm o dobro do risco de sofrer de psicose.

Este estudo realizado na Australia analisou mais de 3.801 homens e mulheres. Os indivíduos foram seguidos após completarem 21 anos de idade. Além de serem questionados sobre o uso de cannabis, também foram avaliados para a existência de episódios psicóticos.

Cerca de 18% relataram um consumo de cannabis durante 3 anos ou menos, 16%, entre 4 a 5 anos, e 14% durante 6 anos ou mais.

“Comparados com os que nunca tinham consumido cannabis, os jovens adultos com 6 ou mais anos de consumo apresentaram um risco duas vezes superior de desenvolverem psicose não-afectiva (como esquizofrenia)”, afirmou McGrath no artigo da “Archives of General Psychiatry”.

O estudo mostrou ainda que quanto maior fosse o tempo de consumo, maior seria o risco de estes jovens apresentarem sintomas psicóticos.

Os dados deste estudo reforçam os resultados de um estudo anterior que relacionou episódios de psicose ao consumo de droga, particularmente de skunk. skunk é uma forma de cannabis, manipulado em laboratório, que apresenta quantidades muito elevadas da substância psicoactiva tetrahidrocanabinol (THC). Nesse estudo apresentado no ano passado por um cientista britânico foi referido que os consumidores de skunk tinham uma probabilidade de desenvolverem doenças psicóticas, como esquizofrenia, sete vezes superior à das pessoas que fumavam haxixe (resina de cannabis).

Mais uma vez estudos apontam para um efeito patológico do consumo de cannabis, ainda teimosamente chamada “droga leve”… Continua a ser uma substância muito utilizada pelos adolescentes, sendo que a maior parte considera ser uma droga “pouco arriscada”. Que estes estudos e dados cientificos contribuam para uma mudança de comportamento.

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Dá que pensar…

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