Perturbação Obsessivo-Compulsiva

Um excelente video acerca desta patologia:

Ver também: http://psiadolescentes.com/ansiedade/

Abraços

DG 2013

XIX Encontro da Adolescência

Mais uma vez o NES (Núcleo de Estudos do Suicído) organizou um encontro para se discutirem temas relevantes à Saúde Mental dos Adolescentes.

Os temas são diversos, desde a bipolaridade na adolescência, passando pelas Escolas e Famílias, intervenções na Adolescência, etc.

Vai realizar-se em Lisboa, no Sana Metropolitan Hotel, nos dias 10 e 11 de Novembro.
Fica aqui o link para o programa e inscrições: folheto XIX Encontro da Adolescência

Até lá.

DG 2011

Stress… um bicho de 7 cabeças!?

Toda as pessoas por vezes se sentem “stressadas”.

O stress poderá levar a que te sintas preocupado, tenso, triste, irritado, zangado, “sob pressão” – ou mesmo uma mistura destes sentimentos desconfortáveis.

Existem muitas situações normais em uma pessoa pode sentir stress, por exemplo quando o trabalho da escola parece estar a acumular-se ou em alturas de testes. Em situações em que existem problemas na escola como bullying. Quando tens problemas em casa com os pais ou irmãos. Quando te zangas com amigos… etc.

O stress pode ser ainda maior em casos de divórcio dos pais, ou quando alguém próximo de ti está doente ou morreu. Em casos de abuso físico ou sexual o stress ganha dimensões muito grandes.

Alguns efeitos do stress

O stress pode afectar-te fisicamente: o teu corpo está preparado para lidar com situações perigosas, emergências ou mesmo doenças, chama-se a isto o instinto de “fuga ou luta”. Nesta alturas hormonas como a adrenalina e o cortisol actuam para preparar o teu corpo para lidar com estas adversidades. Por exemplo, se por distracção, estiveres a atravessar uma estrada e um carro vier na tua direcção, o teu corpo vai produzir um pico de adrenalina que vai permitir que saltes para longe do perigo – trata-se do “instinto de fuga” e está presente em situações de stress agudo (de curta duração). Por outro lado o teu corpo é menos capaz de suportar situações de stress crónicas, podendo levar a sintomas de fadiga, náuseas, dificuldades de sono, dores de cabeça, etc.

O stress pode também afectar-te mentalmente: em situações de stress pode ser difícil manter a concentração no trabalho, a capacidade de lidar com as adversidades ou frustrações ou mesmo de controlar as tuas emoções é menor.

Pode levar a depressão e se este se mantiver cronicamente pode levar a exaustão extrema.

A compreensão e o suporte de outras pessoas podem facilitar a tarefa de lidar com o stress. Se tens alguém em quem confies para falar fazê-lo pode ajudar. Estar (e sentir-se) sozinho habitualmente piora a situação.

Lidar com o stress

Existem várias coisas que podes fazer para lidar com situações stressantes.

Em casos de situações que ocorrem todos os dias, pode ser util pensares no teu stress como se fosse um puzzle para ser resolvido:

  • Pensa nas situações que te causam stress e como lidas com ela habitualmente.
  • Pensa como poderias reagir de forma diferente perante estas situações, de modo a te sentires mais “no controlo”
  • Imagina como as outras pessoas reagiriam se fizesses as coisas de forma diferente.
  • Faz uma lista das coisas que tornariam a tua vida mais fácil ou com menos stress – escreve isso num pedaço de papel.

Estas pequenas coisas podem ajudar-te a organizar “as peças do puzzle”.

Quando pedir ajuda?

Por vezes o stress pode tornar-se demasiado para uma pessoa. Isto acontece especialmente quando a situação que o cria se prolonga e dura muito tempo, parecendo que os problemas se amontoam. Poderás sentir-te preso, como se não existisse saída ou solução.

Se sentires algum dos seguintes é importante pedir ajuda:

  • O stress é tão grande que afecta a tua saúde física
  • Sentes-te tão desesperado que pensas em abandonar a escola, fugir de casa ou magoar-te a ti mesmo
  • Sentes-te em baixo, triste ou a pensar que a vida não vale a pena
  • Se perdes o apetite ou o sono
  • Se tiveres preocupações, sentimentos ou pensamentos que não consegues confidenciar a ninguém, por sentires que ninguém te compreende ou que são “estranhos”
  • Se o stress te leva a ouvir vozes ou a te comportar de maneira estranha

A quem pedir ajuda?

  • Aos pais, a outro familiar ou a um amigo da família,
  • A um amigo próximo
  • A um professor, ao psicólogo ou enfermeiro da escola
  • A um assistente social
  • A alguém responsável pela tua religião
  • A uma linha de ajuda telefónica (ex: SOS voz amiga)

O teu médico de família também poderá ajudar. Em alguns casos poderão sugerir que deves consultar algum técnico de Saúde Mental, como um psicólogo, psiquiatra ou pedopsiquiatra – profissionais especialmente treinados para trabalhar com jovens.

DG 2011

PS: Adaptado do folheto de informação sobre o stresse do Royal College of Psychiatrists (UK).

Sondagem sobre drogas e saúde mental

Temos vindo a fazer uma sondagem aos leitores do psiadolescentes em que perguntamos: “Na tua opinião, qual destes produtos tem mais consequências a nível de saúde mental?“.

Estes foram os resultados dos 289 votos.

A maioria das pessoas achou que as chamadas “drogas duras”, heroína e cocaína, são as mais prejudiciais, deixando para segundo plano o ecstasy, o álcool e a cannabis.

É uma pergunta rasteira, pois todas elas são altamente prejudiciais para o desenvolvimento do cérebro do adolescente e todas estão altamente associadas a elevados riscos para a saúde mental.

Sabemos que as principais drogas utilizadas pelos adolescentes são o cannabis e o álcool, seguidas de substâncias psicoestimulantes (“pastilhas”, ectasy, “speeds”).

Um pequeno resumo das consequências a nível mental destas substâncias:

  • Heroína: para além do risco de dependência muito elevado (mesmo após um único consumo), para além do risco de overdose fatal, para além do risco de doenças infecto-contagiosas, o uso de heroína está associado a depressão, ansiedade, desorganização do comportamento, lentificação do pensamento e perda de controlo sobre os impulsos.
  • Cocaína: para além do risco de dependência muito elevado (mesmo após um único consumo), para além do risco de overdose fatal, para além do risco de doenças infecto-contagiosas, o uso de cocaína pode levar a psicose, ansiedade, depressão e insónia muito grave.
  • Ecstasy: para além do risco de desidratação, pode levar a psicose, perda de controlo do comportamento, está ligada a depressão nos dias seguintes ao consumo e… pode levar a lesões cerebrais irreversíveis, com efeitos a nível da memória, da atenção e do sono.
  • Cannabis: o uso regular afecta a memória e a capacidade de concentração, pode levar a um síndrome de desmotivação (em que uma pessoa está sempre apática e com baixa iniciativa), pode levar a perturbações de ansiedade e psicoses, podendo levar ao inicio de uma esquizofrenia (doença crónica) em pessoas predispostas para esta doença.
  • Álcool: um estudo recente inglês, refere que o álcool é a substância que mais prejuízo traz ao próprio e à sociedade. Quando utilizado na adolescência, altura em que o cérebro ainda se está a desenvolver, pode levar a lesões cerebrais (incluindo a morte de neurónios ou ligações defeituosas), que afectam a memória, a capacidade de pensar de forma abstracta ou de resolver problemas. Leva à dependência, à depressão, a dificuldades no sono e a descontrolo do comportamento.

A mensagem é:

Não existem drogas “menos más”, saibam dizer não e protejam o vosso cérebro!

Abraços
DG 2010

Bons Estudos!

Esta é a época de stresse por excelência, antes das merecidas férias, provas, exames e entregas de trabalhos…

O Psiadolescentes deseja a todos os adolescentes Boa Sorte!! Estão quase lá!

Abraços

PS: Uma dica, para evitar que a ansiedade (de performance) se apodere de nós é fundamental pensar numa coisa de cada vez. Um exame é só um exame, não é o nosso futuro, não é o que os outros esperam de nós… é mesmo só um exame, para o qual nos preparamos e onde iremos dar o melhor… As “brancas” aparecem quando começamos a pensar em coisas que não o exame!

DG 2010

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Doença mental dos 8 aos 15 anos

Um estudo recentemente publicado e de grandes dimensões, realizado nos Estados Unidos traz novos dados acerca das doenças mentais que afectam crianças e adolescentes dos 8 aos 15 anos.

Verificou que 13% (pelo menos 1 em cada 10) deste grupo apresentam critérios para uma doença mental. Destes apenas 51% (metade) procurou ajuda profissional.

As doenças mais comuns encontradas foram:

A PHDA e a P. de Conduta eram mais comuns em rapazes e a P. do Humor mais comum em raparigas.

Em 11% dos casos a doença mental levava a prejuízo grave a nível escolar, social ou familiar.

Tratam-se de dados que mostram que ainda existe muito desconhecimento acerca deste tipo de doenças nas pessoas mais jovens, muitas vezes deixadas em sofrimento que poderia ser minimizado por um seguimento eficaz… apesar destes dados serem dos Estados Unidos, nada aponta para que a situação seja diferente em Portugal.

É necessário fazer mais por estas crianças e adolescentes!

DG 2010

De volta ao trabalho!

volta ao trabalhoE assim passa mais um Verão… dias longos, quentes e folgados, dão lugar ao trabalho. Seja este a escola, a universidade ou uma profissão (ou até mais do que uma coisa), uma coisa é certa… a nossa rotina vai alterar-se!

Apesar de muitas vezes esta alteração de rotina ser associada com ansiedade, stress ou mesmo depressão (tal como a famigerada, e muito na moda, depressão pós-férias!), é uma fase de muita importância. Na realidade, é aqui que começa “o ano”! Se 31 Janeiro é a noite de fazer “os desejos”, é após as férias que se iniciam muitos destes desejados projectos… iniciar um desporto ou um hobbie; fortalecer uma relação de amizade; motivar-nos para um projecto profissional ou académico; dar a volta a um problema; ganhar coragem para iniciar ou manter um namoro; ganhar autonomia… enfim, tantas coisas!

Se neste início existe stress ou até mesmo uma certa neura, o que é certo é que os adolescentes rapidamente ultrapassam estes problemas, abrindo lugar para a oportunidade, para a motivação e para conhecer as coisas boas que existem neste regresso!

Estas alterações de rotina são também importantes porque, com mais nitidez, nos fazem ver alguns erros que fizemos ao longo do ano, dando a oportunidade de “este ano fazer as coisas melhor”!

Por isso mesmo, o pessoal do Psiadolescentes, quer desejar a todos um regresso em força, cheio de energia, com motivação e claro… com boa Saúde Mental!

Abraços

DG 2009

PS: Vamos lá esquecer esta moda da “depressão pós-férias”!

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