Boas vindas!

Bem vindo ao weblog de Saúde Mental na adolescência!

O weblog é gerido por profissionais de Saúde Mental da zona de Lisboa e tem como objectivo informar acerca de algumas perturbações psiquiátricas ou psicológicas que podem ocorrer durante a adolescência. Pretende também ser um espaço de dúvidas e de discussão… não só de doenças ou de perturbações.

A palavra adolescência vem do latim “adolescere” que significa “fazer-se homem/mulher” ou “crescer na maturidade”, é considerada um período em que os jovens, após momentos de maturação diversificados, constroem a sua identidade, os seus pontos de referência, escolhem o seu caminho profissional e o seu projecto de vida.

É uma fase de transição que nem sempre é fácil de superar, muitas das dificuldades sentidas são comuns a muitos adolescentes e, na maioria das vezes, superadas com mais ou menos angústia. Por vezes é preciso mais alguma ajuda….

Por favor estejam à vontade para deixar comentários!

 

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A nós, resta-nos aceitar aquilo que somos – adolescentes para sempre. Porque ser adolescente, a sério, é não desistir nunca “de ser o melhor do mundo para alguém”

Isabel Stilwell, 2002

6 thoughts on “Boas vindas!

  1. Olá bom dia,
    Estive a dar uma vista de olhos ao vosso blog e fiquei muito bem impressionada!
    Tenho um filho de 15 anos e algumas dificuldades em lidar com ele. Contextualizar a situação em concreto demoraria muito tempo. Mas tenho um problema que talvez consiga explicar. Sou o que se define por pouco autoritária, demasiado liberar, evito conflitos, e todas essas coisas… Mas tenho uma convicção com o meu filho que é a seguinte: o comportamento dele neste momento não é o desejável, nem o “correcto”, mas mantém-se do lado do aceitável. Se me torno mais autoritária com ele (coisa que me têm dito ser necessário) tenho a “sensação” que lhe perco o controlo e que o empurro mais para comportamentos indesejáveis. Não sei se me fiz entender. Sinto mesmo que preciso de conselhos de profissionais, como é possível, ou melhor, o que aconselham?.
    Obrigada e boa sorte para o vosso blog
    Luisa

    • Cara Luisa,
      Obrigado pelos elogios. Apesar de não existirem “fórmulas mágicas” o que é aconselhado é o “meio termo”. Por um lado não ser demasiado autoritária, mas por outro lado saber impor quais as regras e limites a que o adolescente está sujeito.
      O que é realmente fundamental é que todas as regras, limites, regalias, liberdades sejam faladas em família e que constantemente estejam abertas a renegociações!
      Abraço
      DG

  2. Saudações

    Estive a vasculhar o vosso blog e gostei. Para lá do ser extremamente útil, parece-me muito bom. Parabéns!

    Tenho um filho com 14 anos que anda constantemente cansado, triste, tendo inclusivamente piorado algo no seu aproveitamento escolar .
    O facto de a irmã Leonor (mais velha 3 anos e oriunda de outra relação) não lhe telefonar, não o contactar, não o procurar, não sendo seguramente a única é uma das razões, é uma razão forte para a tristeza que ele carrega em si.
    Outra razão que o entristece é a aparente justificação/razão fornecida pela irmã para não o contactar: “telefone desligado, cara de poucos amigos qd a vê, e nunca estar no MSN”.

    Ele entende que se a irmã o quisesse contactar deixaria mensagem no Messenger(MSN), mensagem(sms) no telemóvel, e não o procuraria ver na companhia da Mãe (dela) como uma vez ia acontecendo numa saída das aulas de musica de sábado. A irmã e a Mãe (da irmã) preparavam-se para o levar para um “programinha” de sábado à tarde e ele por não querer magoar a irmã aproveitou o eu ter ido à Academia de música pagar as aulas para alegar que não podia. Percebendo a aflição do Rogério lembrei (e era verdade) que já tínhamos combinado temas com amigos. Ele gosta da Mae da irmã, mas não consegue estar perante uma pessoa que ele caracteriza como “obsessiva” e com comportamentos que não são condizentes com os do seu quotidiano e maneira de pensar.

    De qualquer forma esta foi apenas uma vez, e o uma vez tem servido para a irmã justificar-se nas tentativas de contacto (já tentei, já isto, já… ..nada ou apenas uma vez em meses e meses…) Esta forma de pensar e agir da irmã doi-lhe muito, porque gosta imenso dela e preocupa-se muito com tal, está procupado com ela.

    Os meus dois filhos têm uma diferença, a Mãe.
    A Mae do filho tem formação na área pedagógica, é uma lutadora, tem formação académica, teve de trabalhar para poder estudar, continua estudando e ensinando, teve uma Mãe analfabeta que a soube acarinhar e estimular no sentido de tentar concretizar as metas e não se deixar abater se não conseguisse atingi-las uma vez que o importante era “tentar”.
    A mãe da minha filha, não completou o ensino secundário, começou a trabalhar cedo por opção, e não optou por terminar a sua formação apesar de ter tido dois pais com formação académica. Para ela parece que algum “tentar” e o esforço que este provoca são condições inatas da pessoa humana e não da vontade, do desejarmos ser melhores enquanto pessoas.

    Com duas “metades” assim distintas tentei sempre envolvê-los numa relação recíproca! Para não pressionar a Filha, já que havia uma enorme relutância materna na existencia da minha pessoa na vida da Leonor, resistencia que se manifestava com pressões várias sobre esta (então criança e passando por pressões muito perceptíveis a terceiros) relacionei-me de certa forma via irmão, via introdução do irmão sempre que da nossa relação inter-pessoal!

    Neste momento não consigo envolvê-los e tb estão numa idade em que a sua relação deveria surgir sem ser por promoção directa da minha pessoa. Têm meios técnicos para se colocarem em contacto e as minhas sugestões e questões ao procurar meios já provocaram, uma vez mais, a reactividade ao pai na filha.

    Começando a relatar um problema, o da tristeza que o Filho carrega e o que isso em modo mais imediato envolve, venho a terminar com o enunciar outro, o da Filha.
    A relação entre os dois é importante para qualquer um deles, e este afastar por “inicativa dela”(sic), sob um olhar com um outro tipo de crítica, com um outro tipo de construção e estruturação por parte dele, deixa-me Parentalmente preocupado sobretudo porque no caso da filha não tenho nem alguma vez tive (em fase adolescente)”ferramentas” para poder
    tentar actuar como em Família qualquer pai deseja.

    Um grande ob
    Rogério

      • Saudações

        Terapia Familiar seria o desejável..
        Não impensável mas impossível ante as duas Mães.. a do Filho aceitaria (talvez)…
        Há uma força debloqueio… uma pessoa apenas… impossível trabalhar-se qd uma pessoa tem a “razão” há já 16 anos… 😦

        De qq forma um gd OB
        Rogério Lopes

  3. Olá a todos,
    Acabei de encontrar este blog. Estou separada recentemente e tenho um filho de 13 anos que está a ficar muito difícil! Aparentemente é só comigo e com a minha mãe que ele se revela mais complicado. Fica com o pai de 15 em 15 dias ao fim de semana mas estão mais vezes juntos e falam bastante ao telemóvel. Não me parece que os problemas tenham que ver directamente com a separação, mas isso certamente não está a ajudar. Há pouquíssimo tempo houve uma cena em que tive que pedir ajuda ao pai porque eu não sabia o que fazer por um lado, e por outro, o pai tem que saber o que se passa. O meu ex marido, sempre muito contra “psis e afins” até já concorda em que o filho precisa de apoio; eu preciso tb seguramente! Enfim, hoje a “birra” foi com a minha mãe, com quem ele está a passar uns dias de férias; já está estabelecido que em setembro temos que procurar ajuda, embora ele nem queira ouvir falar em tal! Ando por aqui na net, triste, confusa à procura de pistas…. sei lá! Vou explorar melhor este sítio, mas agora só quis mesmo foi desabafar!
    Obrigada e um abraço
    Teresa Martins

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