Bullying

Apesar de não existirem números precisos, pensa-se que este fenómeno atinge uma elevada proporção de jovens em idade escolar.

Uma iniciativa do Agrupamento de Escolas de Valdevez, fez um excelente trabalho de sensibilização acerca desta matéria. Criou um site muito informativo intitulado www.bullyingescola.com, do qual deixo algumas passagens.

O termo “Bullying” compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adoptadas por um ou mais indivíduos contra outro(s), causando dôr e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os actos repetidos entre elementos da mesma comunidade(colegas) e o desequilibro de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima. Em princípio, pode parecer uma simples brincadeira mas não deve ser visto desta forma. A agressão moral, verbal e até corporal sofrida pelos alunos, provocando sofrimento na vítima da “brincadeira”, esta pode entrar em depressão.

Os agressores são indivíduos que têm pouca empatia. Frequentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais não há relacionamentos afectivos entre os seus membros. Os pais exercem uma supervisão fraca sobre os seus filhos, toleram e oferecem modelos errados para solucionar conflitos ou comportamentos agressivos. Admite-se que os que praticam o “bullying“ têm grande probalidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo mesmo a tornarem-se criminosos. Os autores do “bullying“ são os alunos que só praticam “bullying“, são os agressores.

O bullying tem motivado pesquisadores, educadores de todas as áreas a estudar as causas que motivam a banalização humana e a perda colectiva de alguns valores sociais e do significado da palavra respeito no relacionamento entre colegas. Palavra inglesa para definir a forma intencional de maltratar uma outra pessoa.

Principais tipos de Bullying

  • Físico (bater, pontapear, beliscar, ferir, empurrar, agredir)
  • Verbal (apelidos, gozar, insultar)
  • Moral (difamar, caluniar, discriminar, tiranizar)
  • Sexual (abusar, assediar, insinuar, violar sexualmente)
  • Psicológico (intimidar, ameaçar, perseguir, ignorar, aterrorizar, excluir, humilhar)
  • Material (roubar, destruir pertences materiais e pessoais)
  • Virtual (insultar, discriminar, difamar, humilhar, ofender por meio da Internet e telemóveis)

Como agir com uma vítima de Bullying?

  • Saiba que ele(a) está a precisar de ajuda
  • Não tente ignorar a situação
  • Procure manter a calma
  • Mostre que a violençia deve ser evitada
  • Não o agrida ,nem o intimide
  • Mostre que sabe o que está a acontecer Converse com ele
  • Garanta a ele que o quer ajudar
  • Tente indentificar algum problema actual
  • Com o consentimento dele tente entrar em contacto com a Escola
  • Procurar auxiliá-lo a encontrar meios não agressivos
  • Encoraje-o a pedir desculpa ao colega que agrediu
  • Tente descobrir alguma coisa positiva em que ele se possa sair bem para elevar a sua auto-estima

Existe uma linha de telefónica para apoio às vitimas deste fenómeno: 808968888.

Deixo também o panfleto realizado por este projecto.

Trata-se de uma situação complexa, com elevado sofrimento (muitas vezes silencioso), que pode levar a graves consequências para os jovens que dela são vitimas. Cabe a todos lutar contra isto, por isso damos os parabéns à iniciativa destes alunos e professores e convidamos todos a visitar o site.

DG 2010

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Dá que pensar…

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Psiadolescentes com novo visual…

Agora com o visual melhorado, melhor interacção com redes sociais e maior facilidade em ser encontrado nos motores de busca centrados em sites portugueses!
O Psiadolescentes já conta com mais de 54.000 visualizações… Obrigado!

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Doença mental dos 8 aos 15 anos

Um estudo recentemente publicado e de grandes dimensões, realizado nos Estados Unidos traz novos dados acerca das doenças mentais que afectam crianças e adolescentes dos 8 aos 15 anos.

Verificou que 13% (pelo menos 1 em cada 10) deste grupo apresentam critérios para uma doença mental. Destes apenas 51% (metade) procurou ajuda profissional.

As doenças mais comuns encontradas foram:

A PHDA e a P. de Conduta eram mais comuns em rapazes e a P. do Humor mais comum em raparigas.

Em 11% dos casos a doença mental levava a prejuízo grave a nível escolar, social ou familiar.

Tratam-se de dados que mostram que ainda existe muito desconhecimento acerca deste tipo de doenças nas pessoas mais jovens, muitas vezes deixadas em sofrimento que poderia ser minimizado por um seguimento eficaz… apesar destes dados serem dos Estados Unidos, nada aponta para que a situação seja diferente em Portugal.

É necessário fazer mais por estas crianças e adolescentes!

DG 2010