Este espaço é vosso…
Utilizem-no para contar as vossas histórias, dificuldades, vitórias, como deram a volta a esta coisa da “adolescência”… enfim, o que “vos der na bola”.
Enviem-nos um email com a vossa história para que outras pessoas possam aprender com a vossa experiência.
Anónimo - Enviado a 3/OUT/2007
Quando tinha 14/15 anos os meus pais tiveram alguns problemas conjugais, o que me afectou bastante. Essa fase coincidiu com uma mudança do meu grupo de amigos, que também perturbou por uns tempos a minha vida social. Os sinais de depressão começaram a aparecer(insónias, crises de choro, ansiedade, descontrolo e confusão emocional) . Por sugestão dos meus pais fui a um psicologo que, após várias consultas, indicou que eu teria de ir a um psiquiatra pois precisaria de ser medicado. Esta decisão foi tomada depois de eu lhe ter confessado ter consumido drogas alucinogénas. Para me “convencer” pintou um cenário negro de insanidade permanente em que eu poderia mergulhar a qualquer momento!..e por arrasto os meus sintomas pioraram…correspondiam às piores expectativas!
CB- Enviado a 1/NOV/2007
A minha vida dava um filme. não, um filme não, antes uma série, agora que as séries estão na moda. e neste sentido, já estou à espera do próximo episódio.
Quando tinha 17 anos, os meus Pais divorciaram-se. a minha Mãe saiu de casa e foi viver para outra cidade, deixando-nos com o nosso Pai, com quem, na altura, não tínhamos muito em comum. Quando íamos visitar a minha Mãe, saíamos desses fins-de-semana com o coração pequenino, angustiadas e a viagem de regresso de comboio era triste, mas aos pouco fomo-nos habituando e deixou de nos custar assim tanto. esse ano, dos 17 aos 18 anos foi muito difícil para mim e para a minha irmã. vivíamos quase em auto-gestão e eu, como irmã mais velha, assumi por estupidez uma atitude autoritária em relação à minha irmã. nesse ano, em vez de me aproximar da minha irmã acho que me afastei ainda mais, até porque eramos muito diferentes… em tudo.
No final desse ano, a minha irmã suicidou-se.
AM - Enviado 26/FEV/2008
A minha história pode ser semelhante à de inúmeras pessoas que nem imaginam que sofrem de Perturbação Obsessivo-Compulsiva. Ao contar a minha vivência desta doença, sinto que é apenas o mínimo que posso fazer, por mim e pelos outros.
Acordo. São 4 horas da manhã. Levanto-me com cuidado para não acordar a minha gata, que dorme comigo; vou lavar os dentes. Os pensamentos que me dizem que “Sou suja” desaparecem. Volto a adormecer, para acordar 2 horas depois.
Cris - Enviado a 28/FEV/2008
…O meu dia era invadido de pensamentos obsessivos…muitos deles com números…tinha uma grave perturbação com números. Fazer as coisas um determinado número de vezes, e ate pensar nisto ou naquilo determinadas vezes. Ate sair à rua me custava…e andar de carro. cada vez que via uma matrícula de um carro tinha de somar os números da matrícula…era horrível! outra das minhas manias era “desfazer” aquilo que fazia. arrumar uma coisa e ir lá e desarrumá-la outra vez, fazer e desfazer a cama….Esse tipo de coisas que não têm lógica nenhuma e que só nós, doentes com POC, sabemos o que significam e o que nos “obriga” a fazê-las…
Anónima – Enviado a 10/JUN/2008
Desde os 4 anos lembro-me de ver o meu pai a discutir com a minha mãe. O meu pai bebia. O ambiente familiar em casa não era muito agradável. Mas, naquela altura vivia numa pequena aldeia onde todos se conheciam…lembro-me de juntarmo-nos á noite quase sempre na hora do leite, em que se levava a lata cheia de leite ao posto e ficávamos os “velhinhos” no paleio e a “malta nova” a jogar futebol, às escondidas ou outra coisa qualquer que se lembrassem até ser noite..
Miguel - Enviado a 2/MAR/2009
Ainda é difícil. Difícil lembrar a consciência do passado não muito distante. Difícil recordar o que falhou e o que poderia ter sido. Difícil pensar na magnitude do sofrimento interior que agora se transforma num pontiho escuro no céu escuro da noite. Ainda é difícil muita coisa. Ninguém apaga o passado. Ele, o passado existirá sempre concreto na própria ilusão. Existindo, só temos de saber aprender com esse passado, doce ou amargo, não importa.
Ana - Enviado a 22/JUL/2009
Sou uma adulta/jovem com 29 anos, tenho-me deparado com alguns problemas “psicológicos” e “distúrbios alimentares” que me têm arruinado a vida! Tudo o que há 8 anos atrás tinha de bom…desvaneceu-se-…..
apesar disso…ainda não consegui após estes anos todos assumir que tenho algumas doenças que deveria tratar, tendo “inconscientemente” mesmo internada, sempre fugido à ajuda médica.
Sinto-me só e incompreendida na minha luta constante. Sou insatisfeita por natureza. Se alguém tiver ideias de como superar avise!!
Lenita - Enviado a 8/SET/2009
Bom na minha infancia sempre tive um corpo bonito. Mas a partir dos 13 anos engordei, e muito!… acho que foi devido aos meus problemas pessoais, com a morte da minha avó, logo seguida da separação dos meus pais…
Heffy - Enviado a 16/OUT/2009
Olá …
é muito dificil falar disto principalmente quando olho para os meus braços pois não sei quem era aquela que tanto se magoava com tanta raiva querebdo desaparecer do mundo inteiro mas que não conseguia e assim fechava-se a sete chaves até que o sangue não escorre-se mais..


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