
Transcrevo uma notícia do Público de 6/5/2009:
Mergulhos em zonas pouco fundas e acidentes de moto, são alguns dos acidentes possíveis de acontecer com adolescentes e jovens. Estes são um grupo de risco com o qual a alta comissária da Saúde, Maria do Céu Machado está preocupada. Um dos objectivos do Plano de Acção para a Segurança Infantil em Portugal, hoje apresentado, em Lisboa, é preparar campanhas que sensibilizem os adolescentes para os acidentes.
O Ministério da Saúde, o Alto Comissariado da Saúde, a Direcção Geral da Saúde e a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) apresentaram os resultados do relatório de avaliação da segurança infantil em Portugal, relaizado pela European Child Safety Alliance; o Programa Nacional de Prevenção de Acidentes e o Plano de Acção para a Segurança Infantil.
O objectivo deste plano é intervir em algumas áreas consideradas prioritárias como a formação académica e profissional e a informação. O plano propõe ainda metas de segurança em espaços de turismo, escolares e educativos, piscinas e edifícios habitacionais. Existem ainda outras áreas prioritárias como as da segurança rodoviária, de produtos e serviços.
O investimento inicial para o plano é de 200 mil euros, anuncia Maria do Céu Machado. Este terá a coordenação oficial do Alto Comissariado da Saúde e a coordenação técnica da APSI.
É ainda necessário fazer legislação específica de maneira a evitar acidentes de viação, afogamentos e quedas de edifícios. A ministra da Saúde, Ana Jorge informa que a legislação para as piscinas está na fase final de elaboração. Contudo, a ministra apela à responsabilização da sociedade para estas e outras matérias em que a segurança dos mais novos é posta em causa.
Por sua vez, Maria do Céu Machado lembra que uma das prioridades é a sensibilização dos adolescentes, um grupo de risco acrescido ao qual é difícil chegar devido à fase de vida em que se encontram. “Por razões fisiológicas os adolescentes não têm medo de nada”, explica a alta comissária.
Os adolescentes não se revêm nas campanhas destinadas às crianças, nem nos conselhos que os pais lhes dão, por isso, a melhor maneira de chegar a este grupo de risco será através de campanhas feitas por pares, defende Maria do Céu Machado.
Relativamente ao estudo europeu, Maria do Céu Machado esclarece que, em Portugal, a maior parte das mortes de crianças e adolescentes entre 2003/2005 rondou as cerca de 300 mortes anuais – se deve a acidentes não intencionais, apenas dois por cento são vítimas de violência, quando a média europeia é de cerca de quatro por cento.
Comentário: De facto será um pouco exagerado afirmar que os “adolescentes não tem medo de nada”… sobre isto já escrevemos um post (Porque é que os adolescentes são diferentes dos adultos?) que explica estas bases fisiológicas dos comportamentos de risco na adolescência. Parece-nos louvável qualquer tipo de acção que melhore a qualidade de vida dos adolescentes e previna doença ou morte. Também importante é que os adolescentes sejam envolvidos como participantes activos nestes programas!
Abraços
DG
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