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Dietas associadas a aumento de peso nos Adolescentes

Fevereiro 8, 2009 · Deixe um comentário

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Actualmente, existem uma série de estudos que acompanham grandes grupos de crianças e adolescentes ao longo do tempo, permitindo verificar quais os comportamentos que estão na base da obesidade futura.
Um dado intrigante surgiu destes estudos: crianças ou adolescentes que seguem dietas para perder peso antes dos 16 anos de idade, têm uma probabilidade maior de serem obesos aos 30 anos, comparativamente àqueles que não o fazem. Foi também observado que adolescentes que fazem dieta no início do período de estudos tem uma probabilidade três vezes superior de serem obesos cinco anos mais tarde. Estes resultados são iguais para as raparigas e para os rapazes.
Estes estudos verificaram que o tipo de dieta é indiferente. Práticas “saudáveis”, como a escolha de dietas de baixo teor em gordura, equilibradas, ricas em frutas e vegetais (o tipo de dieta recomendada pelos profissionais de saúde), têm tão pouco sucesso, como os comportamentos para perda de peso considerados menos saudáveis, tais como o jejum prolongado, o saltar refeições, as dietas extremistas e transitórias ou a indução de vómito.

O que explica isto?

Existem várias possibilidades que explicam como as dietas de emagrecimento podem conduzir à obesidade. Pode ser um exemplo a desregulação do apetite, onde a fome se torna independente do acto de consumir ou de restringir alimentos, isto é, os adolescentes deixam de comer em função do seu apetite/saciedade. Isto pode levar a que a pessoa que está de dieta desenvolva a propensão para comer demais, mesmo para lá dos limites da saciedade ou do apetite normal e, assim, a ganhar peso. A isto se chama Binge Eating (compulsão alimentar).

Outra explicação é que as dietas na adolescência são um indicador da dificuldade que existe para regular o consumo de alimentos. Estes adolescentes reconhecem que têm um problema de peso e por isso optam por seguir uma dieta de emagrecimento, acabando por falhar e mesmo por se descontrolar ainda mais. Por conseguinte, as dietas podem não ser a causa, mas sim uma consequência de existir um excesso de peso à priori.

Sabe-se hoje em dia que o factor de risco mais importante que permite antecipar os problemas de excesso de peso nas crianças e jovens, é o facto de terem pais com excesso de peso ou obesidade. O risco de obesidade em crianças dos 2 aos 15 anos aumenta consideravelmente, passando praticamente de zero para 15% se apenas um dos progenitores tem excesso de peso ou obesidade, chegando aos 28% quando se trata de ambos. Provavelmente, este risco acrescido advém da combinação dos factores genéticos e ambientais. Outro factor de risco para excesso de peso é a existência de depressão.

O que fazer?


As evidências mostram claramente que o desenvolvimento da obesidade nos jovens não depende unicamente da actividade física e do consumo energético. Não há dúvida que este é um problema complexo em que intervêm vários factores de vulnerabilidade psicológica pouco conhecidos e estudados.
É de salientar a importância de hábitos alimentares saudáveis desde o nascimento e ao longo da adolescência. Como foi provado não é com dietas ocasionais que o problema do excesso de peso se irá resolver… pelo contrário, poderá agravar! É determinante o exemplo dos pais para a criação de hábitos alimentares saudáveis!

Para mais informações consultem o site da associação portuguesa de nutricionistas!

DG 2009

Categorias: Adolescentes · Adolescência · Comportamento Alimentar · Saúde mental
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