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Perturbação de Personalidade Limite ou Borderline (PPL)

Novembro 14, 2007 · 24 Comentários

O que melhor caracteriza as pessoas que sofrem desta perturbação é uma “instabilidade estável”.

Apresentam uma instabilidade mantida do humor, dos relacionamentos com os outros, da imagem que têm de si mesmos e do seus comportamentos. Essa instabilidade muitas vezes desorganiza a vida familiar e profissional, o planeamento a longo prazo e o sentido de identidade pessoal do indivíduo.

Originalmente consideradas como estando na fronteira da psicose, as pessoas portadoras de PPL têm um transtorno da regulação das emoções. Embora não tão conhecido quanto a esquizofrenia ou a perturbação bipolar, a PPL é mais comum, afectando 2% dos adultos, principalmente mulheres jovens.

Há uma frequência elevada de comportamento de auto-mutilação, assim como uma frequência significativa de tentativas de suicídio e de suicídio completo, em casos graves. Os pacientes necessitam frequentemente de recorrer aos serviços de saúde mental, no entanto, com ajuda muitos melhoram com o tempo e conseguem ter uma vida produtiva.

BL


Quais são os sintomas?

Enquanto uma pessoa com depressão ou perturbação bipolar apresenta tipicamente o mesmo estado afectivo durante semanas, uma pessoa com PPL pode ter episódios intensos de raiva, depressão e ansiedade que podem durar apenas algumas horas, ou no máximo um dia. Estes podem associar-se a episódios de agressividade impulsiva, auto-agressão e abuso de drogas ou álcool. Distorções do modo de pensar (cognições) e da consciência do eu (auto-imagem) podem ocasionar mudanças frequentes nos objectivos a longo prazo, planos de carreira, empregos, amizades, identidade sexual e valores.

É frequente que se considerem injustamente incompreendidos ou maltratados, aborrecidos ou “vazios” e terem pouca noção de quem são. Esses sintomas são mais agudos quando os indivíduos portadores do PPL se sentem isolados e carentes de apoio social, fazendo esforços “frenéticos” para evitar ficar sozinhos.

As pessoas portadoras do PPL apresentam com frequência padrões de relacionamentos muito instáveis. Elas podem vir a ter ligações intensas, porém tempestuosas. A suas atitude para com os familiares, amigos e entes queridos pode passar subitamente da idealização (grande admiração e amor) à desvalorização (intensa raiva e desaprovação). Assim, elas podem formar uma ligação imediata e idealizar a outra pessoa, mas ao ocorrer uma pequena separação ou conflito elas passam inesperadamente para o outro extremo e acusam furiosamente a outra pessoa de não ter absolutamente nenhum afecto por elas. São muito sensíveis à rejeição, reagindo com raiva e angústia a pequenas separações como um período de férias, uma viagem de negócios ou uma súbita mudança nos planos.

Esse medo do abandono parece estar relacionado com a dificuldades em se sentirem emocionalmente ligados a pessoas importantes quando estas se encontram fisicamente ausentes. Podem ocorrer ameaças e tentativas de suicídio, juntamente com a raiva, no casos de abandonos e desapontamentos percebidos pelos indivíduos.

As pessoas com PPL apresentam outros comportamentos impulsivos, como gastos excessivos, comer compulsivamente, abusar de drogas e álcool, sexo de risco ou condução arriscada.

É frequente que estas pessoas tenham outros problemas psiquiátricos, especialmente perturbação bipolar, depressão, ansiedade, abuso de drogas/álcool e outras perturbações de personalidade.

Como se trata?

O tratamento é feito sobretudo com psicoterapia de grupo e/ou com psicoterapia individual. Os tratamentos farmacológicos são frequentemente prescritos com base em sintomas alvo específicos apresentados pelo paciente individual. Antidepressivos e estabilizadores do humor podem ser úteis para o humor deprimido e/ou lábil. Drogas antipsicóticas também podem ser usadas caso haja distorções do pensamento.

O tratamento é demorado e difícil, uma vez que o que está a ser tratado é uma forma de lidar com o mundo, com os outros e com as próprias emoções que muitas vezes as pessoas reconhecem como “sempre fui assim”. É de esperar pelo menos 1 ano de tratamento continuo.

O inicio da relação terapêutica é particularmente difícil, pois é habitual que as pessoas com PPL, “testem os limites”, exibindo demonstrações de raiva e alternado períodos de idealização(ex: “o meu psicólogo é a única pessoa que me compreende e ajuda”) com períodos de desvalorização (ex: “você não percebe nada disto e não me pode ajudar”). Muitas vezes existe uma grande sensibilidade a pequenas rejeições (ex: atrasos de consultas podem ser sentidos como “ele não gosta de mim).

É necessário que os terapêutas ultrapassem esta fase mais defensiva, através de insistência, demonstrando que estão presentes e sempre prontos a ajudar, compreendendo que demonstrações agressivas são “testes” ao quanto ele se preocupa com o doente.

Como em todas as perturbações de personalidade e na maioria das doenças psiquiátrica, não é possível ajudar quem não quer mudar… envolvendo isto um esforço pessoal intenso.

As taxas de remissão são de 75% em 6 anos, sendo que as recorrências são raras <10%. Os sintomas que melhoram mais rapidamente são os comportamento suicidas e de auto-mutilação e as sensações “quase psicóticas” (ex: “toda a gente me quer lixar e olham para mim como se fosse diferente”). Habitualmente mantêm-se alguns sintomas afectivos atenuados como ataques de raiva, sensação de vazio, vulnerabilidade à depressão e dificuldade na relação com os outros.

Achados de Pesquisas:

A causa da PPL não é conhecida, mas tanto factores biológicos quanto psicológicos e sociais são considerados como contribuintes.

Muitos indivíduos com PPL, porém não todos, relatam uma história de violência, negligência ou separação quando crianças (40 a 71% dos pacientes relatam terem sido vítimas de violência sexual).

Os adultos com PPL têm uma probabilidade consideravelmente maior de serem vítimas de violência, incluindo abuso sexual e outros crimes. Isso pode decorrer tanto de ambientes prejudiciais como da sua impulsividade e mau julgamento ao escolher parceiros e estilos de vida.

A pesquisa em neurociências mostra, na PPL, alterações cerebrais que predispõem à impulsividade, instabilidade do humor, agressividade, raiva e emoções negativas. Parece existir uma incapacidade suprimir as emoções negativas.

DG 2007

Categorias: Adolescentes · Adolescência · Borderline · Personalidade · Psicologia · Psiquiatria · suicídio
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24 respostas até agora ↓

  • Filipa // Março 28, 2008 às 8:19 pm | Responder

    Fui diagnosticada com personalidade borderline há um ano e tal.
    O que é descrito no site descreve-me quase por completo. Agradeço desde já pela informação e gostava de aproveitar a ocasião para perguntar se existe algum meio de eu conseguir conversar com pessoas com o mesmo problema ou problemas semelhantes.
    Obrigada.

    Resposta: Por exemplo, criar grupo de discussão na página do facebook do psiadolescentes

  • Joana // Maio 5, 2008 às 11:43 pm | Responder

    ola, antes de mais quero dar os parabens por este site.além de ser estudante de psicologia, tambem apresento a maioria dos sintomas de uma personalidade borderline. e achei bastante interessante a questão que a filipa colocou.agradecia que pudessem fazer a ponte entre pacientes com esta patologia.porque é bastante invalidante, mas é possivel sobreviver a ela, e a quetão de trocas de experiencias parece-me mt bom não só em termos pessoais como terapeuticos. fica aqui a sugestão.obrigado pela atenção.

  • psiadolescentes // Maio 8, 2008 às 9:24 pm | Responder

    Agradeço os 2 comentários prévios.
    Em relação às sugestões, infelizmente não existem em Portugal que conheçamos grupos de apoio especificamente para a perturbação borderline. Na maioria dos grupos terapêuticos existem várias pessoas com várias patologias psiquiátricas, sendo que estes estão disponiveis em várias unidades de saúde mental.
    Na internet também não há nenhum forum que conheçamos.
    Porque não criarem um forum como passo inicial?
    No entanto é importante realçar a importância de um correcto diagnóstico e acompanhamento, para que a troca de experiências pode também trazer coisas negativas se não existir o devido cuidado.
    Abraços

  • diana // Junho 12, 2008 às 12:10 am | Responder

    Não se prendam demasiado a um rótulo que não passa disso. Interessa mais uma auto-análise (uma psicoterapia) e a percepção de cada problema que vai sendo levantado do que propriamente “exibir”, se me permitem a expressão um rótulo. Sou Borderline. E agora, o que fazer? Contentar-se com um diagnóstico???

  • Ana // Junho 12, 2008 às 11:56 am | Responder

    Tenho esperança que se venha a criar um grupo de apoio para pacientes com borderline. Fui recentemente diagnosticada com borderderline e sou estudante de Serveço Social. Mandem-me resposta.

  • Ana Moura // Junho 22, 2008 às 1:32 pm | Responder

    Fui recentemente diagnosticada com uma perturbação da personalidade e ainda me encontro pouco informada acerca da mesma.
    Caso haja a possibilidade de me informarem sites onde possa procurar mais informaçao acerca desta doença agradeço.

  • psiadolescentes // Junho 23, 2008 às 2:40 pm | Responder

    Para mais informações vejam este site em inglês:
    http://www.bpdresourcecenter.org/

  • Carla Fonseca // Setembro 17, 2008 às 12:23 pm | Responder

    Tenho uma amiga a quem foi diagnosticada a doença, o problema é que ela não admite que tem este problema e por isso rejeita ajuda e não toma a medicação. Neste momento ela está num processo de divorcio e tem-se mostrado agressiva… a minha preocupação são os 2 filhos dela, um com 6 anos e outro de 3 meses… A agressividade pode passar para as crianças? eles podem estar em perigo? Obrigada

    Resposta:
    Qualquer criança exposta a situações de irritabilidade ou agressividade está em risco de desenvolver patologia mental… o mais habitual é ansiedade ou depressão. Para um bom desenvolvimento da identidade as crianças necessitam do modelo e disponibilidade dos pais, ora se algum deles estiver numa fase menos positiva, é natural que estas se ressintam. Isto não quer dizer de modo nenhum que pais com perturbações psiquiátricas (activas) não possam ser bons modelos parentais, mas a tarefa é provávelmente mais dificil e poderá ser facilitada se forem tratados.
    DG (Psiadolescentes)

  • Margarida // Setembro 30, 2008 às 8:21 pm | Responder

    Não me foi diagnosticada ainda a doença, mas identifico-me com todas as características dela. iniciei o tratamento com comprimidos e estou a atrasar inconscientemente a componente psicológica e a atrasar as análises que a médica me mandou fazer. é dificil conseguir fazer as coisas..

  • kaotik2003 // Setembro 30, 2008 às 10:16 pm | Responder

    Eu tb sou borderline, e acredito que seja possivel superar, ou pelo lutar com este disturbio com uma enorme força de vontade e conhecimento sobre o que nos pode afectar.
    Sofro bastante deste estigma que quase me custou o actual namoro, a relaçao com os meus pais e profissional, e acima de tudo a imagem instavel que passo, mas estou neste momento a tentar vencer, sem medicaçao, e para ja estou a conseguir.
    Que sirva de impulso para todos os outros, e alerto que eu nao sofro do disturbio de forma tao acentuada como algumas pessoas, pois para mim nao existem auto mutilaçoes, nem risco serio de suicidio, pois ja o tentei uma vez e desde entao nao tenho muita vontade, apesar de muito raramente me passar pela cabeça.

  • pedro // Outubro 4, 2008 às 12:02 pm | Responder

    Tenho 34 anos e fui recentemente diagnosticado com Borderline , eh apenas um nome para as minhas emocoes, furia e agressividade, vazio, solidao, etc… apos o diagnostico ,procurei o nome Borderline na internet e descobri videos no Youtube de 5m que sumariavam toda a minha vida praticamente.
    A minha familia ficou contente quando sai de casa de vez por volta dos 19anos, principalmente a minha mae, a situacao com o meu padrasto estava tao ma que so lhe desejava a morte, mas a verdade toda a minha adoslescencia sonhava acordado que os meus pais tinham morrido num acidente e tinha sido adoptado por outras pessoas, isto manteu-se por anos, so mudava as personagens. mal sai de casa foi como se tivesse comprado uma viagem permanente de montanha russa. Amei e destrui muitas pessoas e amigos que toquei na minha vida, e vivi vida de outros como se fosse a minha, ate hoje. Agora com uma filha e familia ah beira de ser separada reconheco esta condicao desde que existo, o que mais me choca nao foram os artigos em que me vejo a mim proprio, mas os das pessoas se relacionaram com Borderlines.
    Eu quero ser livre..
    boa sorte para todos.
    pedro

  • pedro // Outubro 4, 2008 às 12:33 pm | Responder

    site com boa informacao

    http://bpdfamily.com/

  • Inokas // Novembro 17, 2008 às 5:40 am | Responder

    Foi-me diagnosticada a perturbaçao de borderline a 3 anos.
    Iniciei o tratamento q o psiquiatra me receitou, mas a certa altura achei q o psiquitra me queria dar como louca.
    Resolvi entao deixar de ir as consultas, foi o pior q pude fazer.
    Dia 18/11/08 vou iniciar novamente as consultas, reconheco q estou doente e preciso de ajuda.
    So tenho vontade de me matar, ate alucinaçoes eu ja tenho.
    So tenho problemas, vejo tudo negro as minha volta.
    Gostaria de falar com pessoas q sofram da mesma doença q eu, sera q existe algum forum/site?!
    Estou mto mal , quero curar-me mas preciso mto de ajuda.
    Mas nao vou desistir, estou farta de ser assim, constantemente abandonada por todos aqueles q eu amo.

    Resposta: Mais uma vez é apontada a dificuldade em lidar com esta perturbação e as graves consequências da PPBordeline não tratada. A sensação de abandono é comum, mas muitas vezes (de forma inconsciente) as pessoas com esta perturbação fazem com o abandono temido se torne real, como que comprovando o seu pensamento. Mais uma vez sugiro que as múltiplas pessoas que tem mostrado o seu interesse em trocar experiências se organizem para criar ou participar num forum.

  • Wesley // Dezembro 28, 2008 às 9:12 pm | Responder

    Fui diagnosticado como sendo borderline. Gostava imenso de conversar com alguém que também o seja. Penso que o sentimento de alguma identificação pode ajudar a ultrapassar alguns sintomas. Meu e-mail é: wly.hid@gmail.com

  • Raquel // Fevereiro 5, 2009 às 9:28 pm | Responder

    Boa noite,

    Também fui diagnosticada, levei algum tempo em admitir e para ser sincera sinto-me bastante perdida e confusa, também sou da opinião que um grupo/forum/site seria mto bom para todos nós.

    Existe um grupo http://br.groups.yahoo.com/group/transtornodepersonalidadeborderline/
    mas está meio abandonado, talvez se mais pessoas aparecessem?!?

    Se alguém tiver alguma ideia a esse respeito, pfv diga,

    Obrigada,

    Raquel

  • tiago // Abril 14, 2009 às 5:18 pm | Responder

    esta doença tem mesmo cura? se a pessoa levar o tratamento durante um ano, com a ajuda de psicologo e medicamentos, pode vir a ter uma vida normal? e sem precisar de tomar medicamentos para o resto da vida? nao ha riscos de recaidas?

    Resposta: Primeiro é importante realçar que isto não é bem uma doença, é uma alteração da personalidade. Logo, tal como todos os tratamentos que envolvam “trabalhar” a personalidade é muito variável de caso para caso. O que os estudos indicam é que, em média, este “trabalho” dura cerca de 2 anos… uma percentagem significativa melhora (outros não), uma percentagem nunca vai recair e outros podem ter recaídas… Infelizmente as coisas não são 100% definidas. Algumas pessoas precisam de medicamentos, outras não, sendo a duração de tratamento variável. DG 2009

  • Joana // Maio 18, 2009 às 11:58 pm | Responder

    Boa noite. Sou uma adolescente de 17 anos e penso que sou uma borderline pois apresento quase todos os sintomas. Gostava de saber se estas transições de humor são apenas típicas da adolescência ou no meu caso, já que apresento vários sintomas, se trata realmente desse sintoma.

    Obrigada.

    Resposta: É normal durante a adolescência apresentar alguma instabilidade do humor, até certo ponto pelo menos. Mas se associado a essa instabilidade vem todos os sintomas de perturbação borderline é provável que não seja só uma fase da adolescência.

  • Alex // Junho 19, 2009 às 10:11 pm | Responder

    Alguém conhece este site:
    http://transtorno-de-personalidade-borderline-limitrofe.meetup.com/pt/?

  • Joyce // Julho 8, 2009 às 4:30 pm | Responder

    Bom Dia

    Procuro ajuda urgente, acabei de perder meu namorado, estou me quiemando direto e ja tive 4 tentaivas de suicidios. Por favor me ajudem a achar um grupo que me entenda e me ajude no meu transtorno. Estou no meu limite. POR FAVOR
    resposta: Joyce, voce deve ir à urgência de psiquiatria mais próxima de si para ser orientado.

    • Samira // Julho 22, 2009 às 2:15 pm | Responder

      Joyce, estou numa situação muito parecida com a sua, já tive vários relacionamentos fracassados, inclusive um casamento, e agora encontro-me em um momento de crise, meus braços estão muito marcados de tanto que me mordi. Será que não podemos pensar em montar um grupo de apoio, ainda que via internet?

  • Samira // Julho 22, 2009 às 2:12 pm | Responder

    Reconheço-me em tudo neste diagóstico e, pela relação com minha terapeuta, imagino que ela também já tenha notado isso, mas ela julga que vai me ajudar pouco, ou até atrapalhar, ficar me passando diagnósticos. Afinal, é só o nome de uma situação que causa muito sofrimento. Como superar tudo isso? Venho há anos lutando contra esse mal e atualmente estou muito desesperançada. Alguém tem alguma experiência positiva de cura?

  • Anibal Mendes // Julho 31, 2009 às 12:28 pm | Responder

    Um fórum seria um bom meio de contacto e apoio. Mas para já é bom existirem sites como este que permite o diálogo. É necessária muita paciência convosco… com o tempo as coisas tem tendência a aclmar.

  • Maf // Agosto 6, 2009 às 11:13 am | Responder

    tenho 15 anos e acho que sou borderline porque eu tenho grande parte dos sintomas…..o medo do abandono, a auto-agressão, a parte da atençao, a psicose…. sera que tenho? ja li imenso sobre isso….

    Resposta: em caso de dúvida é sempre melhor consultar um psicólogo ou psiquiatra… relembro que existe várias modalidades para tratamento que minimizam o sofrimento das pessoas com este problema.

  • kassia borges // Novembro 6, 2009 às 9:23 pm | Responder

    Sou borderline e tenho um blog onde deixo minhas angustias
    cosmicblues-kassiaindia.blogspot.com

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